A bacia de evolução do Porto de Natal, área onde o navio gira para manobrar e deixar o berço, está liberada para a retirada de até 1,43 milhão de metros cúbicos de sedimento. O Idema autorizou a dragagem do Porto de Natal até esse limite em 27 de outubro de 2026.
Até onde a draga pode descer
O Idema autorizou a Codern a fazer a readequação e a dragagem da bacia até a profundidade final de 12,5 metros, para melhorar a navegação e a manobra das embarcações que operam no terminal. A espécie do ato é Licença de Alteração, degrau diferente do que autoriza instalar ou operar.
Os 12,5 metros são a cota de fundo que a draga tem de alcançar, e calado de 11 metros é a meta operacional que o diretor-presidente da Codern, Paulo Henrique Macedo, apresentou ao Agora RN para ampliar a capacidade de escoamento de carga.
Quando a draga entra na água
O teto da licença é de 1,43 milhão de metros cúbicos, e o volume contratado ainda vai sair da reunião com a empresa executora. Segundo o Agora RN, o início depende da programação operacional da Codern e do cumprimento das condicionantes do Idema.
A obra não começou, e as fontes consultadas não informam empresa executora, data de início nem cronograma. As condicionantes do Idema limitam o serviço à área definida no projeto aprovado e mandam o material dragado para a área oceânica de descarte indicada no licenciamento.
Para quem embarca por Natal, o que muda na planilha é o tempo de espera por janela de manobra, e carga parada no pátio não espera de graça. A profundidade no acesso é pauta antiga do setor portuário, como no caso dos terminais privados que cobram acesso aos portos.
Pela Tribuna do Norte, a obra de dragagem está orçada em aproximadamente R$ 60 milhões, com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento, o PAC, do Governo Federal. A primeira etapa, no canal de acesso ao terminal, foi concluída em agosto de 2026 com cerca de 1,2 milhão de metros cúbicos retirados.