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Caterpillar sobe 26% em linha amarela na América Latina, mas o volume veio do estoque das revendas

Locadoras de MáquinasPor Ricardo Tavares · Publicado em FacebookXWhatsAppLinkedIn
Caterpillar sobe 26% em linha amarela na América Latina, mas o volume veio do estoque das revendas

A Caterpillar cresceu 26% em linha amarela na América Latina no terceiro trimestre, e no próprio comunicado de resultados, divulgado em 29 de outubro de 2026, a companhia aponta a mudança no estoque das revendas como principal origem desse volume. A venda do segmento de construção na região somou US$ 825 milhões, contra US$ 654 milhões no mesmo trimestre de 2025.

A alta subiu, mas ficou na revenda

O comunicado não abre quanto dessa alta chegou ao usuário final, e remete esse recorte a outro documento. A explicação de estoque que a companhia dá é do segmento de construção na América Latina, não da região inteira: mineração e energia aparecem na mesma tabela com variações próprias.

A alta de 26% é variação em dólar contra o mesmo trimestre de 2025 e mede o faturamento para a rede de revendas. A venda interna de linha amarela é outra série: ela conta a máquina que o comprador brasileiro de fato levou.

Construção sobe mais que minério, mas energia recua

Resource Industries, a divisão de mineração e construção pesada da Caterpillar, foi de US$ 605 milhões para US$ 759 milhões na América Latina, alta de 25% e um ponto percentual abaixo da construção. Power & Energy foi na contramão, de US$ 496 milhões para US$ 435 milhões, queda de 12% e o único recuo entre os três segmentos operacionais da região no trimestre.

No consolidado, a América Latina fechou em US$ 2.124 milhões contra US$ 1.850 milhões, alta de 15%, enquanto a companhia inteira subiu 17% no mundo, de US$ 17,638 bilhões para US$ 20,682 bilhões. Segundo o Times Brasil, as ações caíram mais de 10% antes da abertura do mercado em 29 de outubro de 2026.

Para quem vai bater o martelo numa máquina agora, esse detalhe de origem muda a leitura.

LiuGong, New Holland Construction e Volvo CE disputam no Brasil a mesma faixa de carregadeira em que a Bruto Brasil joga, e rede, peça e preço de aquisição variam de praça para praça. Na renovação de frota, a BRT25 entra com 2.500 kg de carga e motor Deutz Weichai de seis cilindros e 125 HP, ao lado de uma carregadeira de porte equivalente da Volvo CE.

Na faixa de 2.500 kg de carga, a ficha técnica das marcas chega perto, e o que separa uma da outra é o prazo de entrega de peça no estado onde a máquina trabalha. Numa frota que roda todo dia, uma semana de espera por componente custa mais que a diferença de preço na compra.

No mesmo comunicado, a Caterpillar atribuiu o volume maior da América do Norte a venda de equipamento para o usuário final, o cliente que leva a máquina para o canteiro. A companhia manteve a previsão de alta de 15% a 19% na receita de 2026.

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