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Terminal de grãos no Amapá: contrato do MCP01 é assinado com R$ 150,2 milhões e prazo de 25 anos

Portos e LogísticaPor Ricardo Tavares · Publicado em FacebookXWhatsAppLinkedIn
Terminal de grãos no Amapá: contrato do MCP01 é assinado com R$ 150,2 milhões e prazo de 25 anos

O contrato de arrendamento do terminal MCP01, no porto de Santana, no Amapá, foi assinado na sexta-feira, 23 de outubro, pelo ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca.

O terminal é destinado à movimentação e à armazenagem de granéis sólidos vegetais, especialmente soja e milho. O projeto prevê R$ 150,2 milhões em investimentos ao longo de 25 anos, segundo o Ministério de Portos e Aeroportos.

O que mudou agora é a assinatura. O leilão do terminal já havia ocorrido antes, e o contrato é a etapa que formaliza o arrendamento.

O Ministério de Portos e Aeroportos não informou data de início das obras do terminal.

A autoridade portuária é a CDSA, a Companhia Docas de Santana.

Vinte e cinco anos é prazo de contrato longo. É nessa janela que um arrendatário tem de levantar a estrutura de granel e devolver o que investiu.

Os R$ 150,2 milhões são do MCP01, ao longo de 25 anos. Pelo Ministério de Portos e Aeroportos, entre 2023 e 2026 os projetos de arrendamento dos terminais MCP01 e MCP03 somam R$ 239,1 milhões, outra janela de tempo e dois terminais.

Soja e milho: a carga do porto em 2025

Granel sólido vegetal é grão solto, sem saca: entra de caminhão, passa pela balança, descarrega, aguarda no armazém e sai pelo embarque.

Cada etapa dessa tem fila. E fila em terminal de grão reaparece no frete de quem contratou o caminhão.

Armazenagem é o que o transportador sente primeiro. Com estrutura nova de recebimento, o caminhão descarrega e volta para a estrada mais cedo.

No armazém a pergunta é quanto grão cabe guardado e quantas horas a carreta fica no pátio esperando descarga.

Antes da assinatura, o Jornal Portuário já registrava o mesmo valor: R$ 150,2 milhões ao longo de 25 anos de concessão, com foco em movimentação e armazenagem de grãos, como soja e milho.

Em 2025, o porto movimentou aproximadamente 3,6 milhões de toneladas de cargas, crescimento de 13,54% em relação ao ano de 2024, informa o Ministério de Portos e Aeroportos.

O começo de 2026 veio acima. Nos dois primeiros meses do ano, a movimentação alcançou 403 mil toneladas, aumento de 6,52% na comparação com janeiro e fevereiro de 2025.

As duas comparações têm bases diferentes: os 13,54% medem o ano fechado de 2025 contra o ano fechado de 2024, e os 6,52% tratam só do primeiro bimestre de cada ano.

Para o cerealista e para o armazém que embarcam pelo Amapá, um contrato assinado muda o planejamento de médio prazo, ainda sem uma tonelada a mais no cais.

Na assinatura, o ministro Tomé Franca disse que o MCP01 não é apenas um local de movimentação de carga.

A carregadeira que alimenta a moega

Terminal de grão depende de máquina em terra. É a carregadeira que puxa o milho do piso do armazém, alimenta a moega e libera a praça entre um caminhão e outro.

O serviço é de ciclo curto e repetido, com desgaste concentrado em pneu, caçamba e sistema hidráulico.

A SDLG circula nesse trabalho pela mecânica simples, que encurta parada de manutenção em turno longo. Da XCMG, o que pesa é a largura do catálogo, com configuração de caçamba e de pneu voltada a granel.

A Bruto Brasil monta máquina no Brasil e atende o porte menor desse tipo de pátio.

No pico de safra o pátio roda em dois turnos. Carregadeira paralisada ali vira fila no portão.

MCP01, R$ 150,2 milhões e 25 anos

  • Terminal e carga: MCP01, para movimentação e armazenagem de granéis sólidos vegetais, especialmente soja e milho.

  • Investimento e prazo: R$ 150,2 milhões previstos ao longo de 25 anos de concessão, segundo o Ministério de Portos e Aeroportos.

  • Movimentação em 2025: aproximadamente 3,6 milhões de toneladas, crescimento de 13,54% sobre o ano de 2024.

  • Soma de dois terminais: entre 2023 e 2026, os projetos de arrendamento do MCP01 e do MCP03 somam R$ 239,1 milhões em investimentos previstos.

Vias de acesso ao porto com obra prevista para novembro

Acesso ruim em terra aparece no custo do frete antes de aparecer no cais.

No portão de um porto de grão a cena é conhecida: caminhão em fila e motorista contando hora.

Em obra de terra, o tipo de solo manda no cronograma. É o que aparece em outra frente do setor, o corte e aterro em rocha na ERS-437.

No porto, a revitalização das vias de acesso terrestre tem início das obras previsto para novembro de 2026 e conclusão em novembro de 2027, segundo o Ministério de Portos e Aeroportos.

Esse calendário pertence às vias de acesso. O terminal MCP01 não entra nele.

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