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Construção soma mais 210 mil pessoas ocupadas em um trimestre, diz IBGE

Construção CivilPor Ricardo Tavares · Publicado em FacebookXWhatsAppLinkedIn
Construção soma mais 210 mil pessoas ocupadas em um trimestre, diz IBGE

A construção terminou o trimestre de julho a setembro de 2026 com mais 210 mil pessoas ocupadas, alta de 2,8% sobre o trimestre anterior. No canteiro de obras, isso é turma nova entrando em serviço ao longo de um trimestre.

A comparação é com o trimestre de abril a junho de 2026, não com o mesmo período do ano passado. Na base anual, o IBGE não registrou alta significativa para a construção.

O número saiu na PNAD Contínua do IBGE, divulgada em 30 de outubro.

"Entre as atividades com alta na ocupação, destaca-se o crescimento no setor da Construção, que subiu 2,8% no trimestre, com mais 210 mil pessoas ocupadas", afirmou William Kratochwill, analista da pesquisa do IBGE.

Alta medida contra o trimestre anterior, e sem causa apontada

Segundo o IBGE, nas demais atividades econômicas não houve variação significativa no período. O recorte é do trimestre, e as fontes consultadas não informam a causa do avanço na construção.

A taxa de desocupação ficou em 5,2%, o menor percentual registrado para um terceiro trimestre desde o início da série, em 2012. De abril a junho eram 5,4% — queda de 0,2 ponto percentual.

Se o saldo de vagas com carteira assinada já havia dado o sinal antes, a ressalva é de método: o Caged acompanha vagas formais, como as vagas abertas na construção em julho, e a PNAD inclui quem trabalha sem carteira e por si.

Mais gente na obra puxa a dúvida sobre a frota

O dono de construtora lê esse número e já pensa em quantas frentes consegue abrir: se entra mais gente, abre mais frente de serviço, e a frota tem que acompanhar o volume. O IBGE não liga uma coisa à outra.

Apontador fechando ponto de turma maior, pedreiro novo na laje, caçamba de brita indo e voltando no portão.

Carregar brita, alimentar betoneira e tirar bota-fora é serviço que não espera. Turma parada no portão esperando máquina liberar custa dia de cronograma, e esse dia não volta.

No carregamento intermediário, Case e XCMG estão entre as importadas que o comprador olha junto com as nacionais.

A pá-carregadeira BRT20, da Bruto Brasil, carrega de 1.800 a 2.000 kg e tem 5.500 kg de peso operacional, com motor Yunnei. É a máquina que a Bruto Brasil posiciona para produtividade no carregamento, e a preferida nas lojas de material de construção.

Cada marca atende um perfil de obra. O que separa uma da outra é o serviço que a turma repete todo dia e quantos anos a máquina vai ficar na frota.

A próxima divulgação do IBGE sai em 27 de novembro, com o trimestre encerrado em outubro. É ali que se vê se o ritmo do trimestre passado seguiu na obra.

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