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Estudo da FIEB com a BYD aponta 22.080 empregos e R$ 1,03 bilhão em massa salarial em Camaçari

Indústria e DistribuiçãoPor Ricardo Tavares · Publicado em FacebookXWhatsAppLinkedIn
Estudo da FIEB com a BYD aponta 22.080 empregos e R$ 1,03 bilhão em massa salarial em Camaçari

A fábrica da BYD em Camaçari sustenta mais de 22 mil empregos diretos, indiretos e induzidos e R$ 1,03 bilhão por ano em massa salarial. É o que diz o estudo do Observatório da Indústria da FIEB, em parceria com a montadora, sobre a operação da empresa no polo industrial da Bahia.

A apresentação foi em coletiva de imprensa em Camaçari (BA), em 29 de outubro de 2026, vinte dias depois do aniversário de um ano da inauguração. Os números são preliminares e a pesquisa começou em 8 de julho de 2026.

Segundo material divulgado pela montadora, o trabalho deve avançar por cerca de 12 meses.

A escala aparece primeiro na folha de ponto. “Já empregamos diretamente, na fábrica, 9.000 pessoas e devemos chegar a 10.000 até o fim do ano”, afirmou Pablo Toledo, diretor de Comunicação e Branding da BYD, na coletiva com a FIEB.

Dos 9.000 já contratados, metade mora em Camaçari e 20% em Salvador, pelos dados apresentados na mesma coletiva pelo vice-presidente sênior da BYD, Alexandre Baldy.

O salário médio da indústria em Camaçari é de R$ 3.905,85, contra R$ 3.147,88 na indústria baiana. A diferença é de aproximadamente 24%, pelo cálculo do estudo.

O que a FIEB mediu

  • 22.080 empregos diretos, indiretos e induzidos, número que o Jornal Grande Bahia aponta como compatível com uma base próxima de 9 mil empregos diretos

  • R$ 1,03 bilhão por ano em massa salarial

  • R$ 3.905,85 de salário médio na indústria de Camaçari, contra R$ 3.147,88 na indústria baiana

  • 50% dos 9.000 contratados diretos moram em Camaçari e 20% em Salvador

O mesmo veículo registra que material divulgado depois pela BYD fala em mais de 9,5 mil diretos, cerca de 3 mil indiretos e 10.080 induzidos. Essa soma supera o total apresentado, e o jornal cobra que o relatório final esclareça os critérios para evitar dupla contagem.

A BYD informou que já foram investidos mais de R$ 11 bilhões no complexo nos últimos 24 meses, valor que não se encaixa na cronologia de anúncios: R$ 3 bilhões em 2023, R$ 5,5 bilhões na inauguração, em 9 de outubro de 2025, e nenhuma das fontes consultadas explica a diferença.

O que um pátio desse porte exige

Numa planta desse tamanho o pátio trabalha em todo turno, com granel e resíduo entrando e saindo. Quando o caminhão encosta na doca, a pá-carregadeira decide se a carga fica parada ou se segue para o embarque.

No segmento de grande volume, a BRT30, da Bruto Brasil, carrega 3.000 kg e tem caçamba de 1,8 m³. O peso operacional é de 10.100 kg e o motor é um Deutz Weichai de 6 cilindros, com 125 HP.

Entre as carregadeiras disponíveis, a Bruto Brasil é uma das opções do mercado brasileiro. A JCB tem força na variedade de implementos.

A LiuGong trabalha com rede de distribuição espalhada pelo país. Em pátio de turno cheio o que pesa é o tempo de ciclo, e esse número só aparece em operação.

Camaçari entra numa fila que já tinha o polo industrial de Manaus e seus projetos.

Produção local completa prevista para novembro ou dezembro

Hoje a planta trabalha em montagem de kits semidesmontados, o regime SKD, iniciado em outubro de 2025. Pelo estudo da FIEB, a capacidade instalada é de 150 mil veículos por ano, com segunda fase prevista em 300 mil e projeção de longo prazo de 600 mil.

O vice-presidente sênior da BYD disse à AutoData que a celeridade do processo se deve à reforma tributária e ao incentivo do regime automotivo para o Nordeste. Pela mesma entrevista, a segunda fase é imaginada para 2027 ou 2028.

O próximo marco é a produção local completa, que a BYD projeta iniciar em novembro ou dezembro de 2026. A empresa trata a data como previsão, e o estudo da FIEB segue em andamento.

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