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Fraport assume Jericoacoara e o contrato prevê ampliar o pátio e construir as áreas de segurança da pista

TerraplanagemPor Ricardo Tavares · Publicado em FacebookXWhatsAppLinkedIn
Fraport assume Jericoacoara e o contrato prevê ampliar o pátio e construir as áreas de segurança da pista

Em Cruz, no litoral oeste do Ceará, o Aeroporto Regional de Jericoacoara trocou de administrador em 1º de setembro, quando a Fraport Brasil assumiu a operação do terminal. O contrato prevê R$ 101,1 milhões em obras, e a lista começa por serviços de terraplanagem em aeroporto que não saem do papel sem máquina no canteiro.

O pacote inclui ampliação do pátio de aeronaves, construção das áreas de segurança nas cabeceiras da pista e reforma do terminal de passageiros. A lista é do Ministério de Portos e Aeroportos, que colocou o aeroporto cearense no programa AmpliAR.

É o segundo maior investimento entre os terminais da primeira rodada do programa, atrás apenas de Paulo Afonso, na Bahia, com R$ 106,2 milhões. O leilão que definiu o pacote aconteceu na B3, em 27 de novembro de 2025.

A cabeceira da pista, antes do asfalto

Área de segurança de fim de pista não se resolve com equipe de acabamento. É terreno preparado, nivelado e compactado dentro de cota, com material que sai de jazida e precisa ser espalhado no greide certo.

Ampliar pátio de aeronaves segue a mesma lógica. Antes de qualquer camada estrutural, alguém tem de firmar o piso e responder pela cota, e isso é serviço de máquina, dia após dia.

Quem entrou em obra dentro de área operacional aprendeu a respeitar o relógio do aeroporto. Voo continua saindo, o trabalho de terra costuma caber no que a operação libera, e o equipamento precisa estar ali quando o horário abre.

O movimento do terminal muda com a estação. O jornal O Povo registra entre cinco e dez voos por dia em Jericoacoara conforme o período do ano, e esse calendário decide quando a frente de serviço pode avançar.

Obra em ponta de litoral aumenta o peso de ter a máquina

O aeroporto fica longe dos grandes centros de máquina do Ceará, e isso pesa na decisão de quem vai tocar o serviço de terra. Equipamento próprio no canteiro entra assim que a operação libera a área.

Terra em obra de aeroporto não vem sozinha. O acesso precisa de manutenção diária.

O bota-fora tem hora para sair da área operacional. São dois serviços que chamam a carregadeira fora do horário em que ela move material de jazida.

Ter a carregadeira como bem da empresa dilui o custo por hora ao longo dos meses de obra. O financiamento pelo Finame continua sendo o caminho conhecido para colocar equipamento próprio na obra sem travar o caixa da construtora.

Contrato longo cobra isso. Os 36 meses e os R$ 50 milhões do túnel da Matteo, em Caxias do Sul, mostram por quanto tempo uma obra só consegue ocupar a mesma máquina.

E um contrato desse tamanho muda o jeito de decidir a compra. A carregadeira que move material na pista hoje vai carregar brita, adubo ou cavaco no próximo canteiro, e nesse segundo serviço ela termina de se pagar.

Três marcas resolvem o mesmo chão de jeitos diferentes

A Liebherr trabalha com transmissão hidrostática nas carregadeiras, o que dá controle fino de velocidade na hora de encostar a caçamba na pilha e ajuda no consumo em ciclo curto.

A Bruto Brasil chega nessa faixa como fabricante nacional, com preço de aquisição e reposição de peça dentro do país.

A LiuGong nasceu fazendo carregadeira e mantém a linha como carro-chefe, com modelos de porte grande para quem move volume alto de material.

São três caminhos para o mesmo chão, e cada obra chega em um deles por um motivo próprio.

O cronograma das obras ainda passa pelos projetos

A Fraport informou que precisa concluir projetos e estudos antes de fixar as datas de execução. Enquanto isso, o terminal segue operando, e a concessionária projeta mais de 1 milhão de passageiros por ano em Jericoacoara até 2047.

Obra de aeroporto abre com terra e só depois chama pavimentação e estrutura. Por isso a firmeza do piso entra logo no começo do cronograma.

Os projetos vêm antes da máquina. A construtora usa esse intervalo para decidir com que equipamento chega ao canteiro.

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