Sugestões? Clique aqui
Assine
Sobremáquinas

R$ 5,1 milhões embaixo do chão: obra do acesso à BR-101 em Barra Velha vai começar pela vala

TerraplanagemPublicado em CompartilharTweetarPinterestWhatsApp
R$ 5,1 milhões embaixo do chão: obra do acesso à BR-101 em Barra Velha vai começar pela vala

Barra Velha, no litoral norte de Santa Catarina, confirmou investimento de R$ 5.145.543,11 pra requalificar o acesso do bairro Itajuba à BR-101. E o pacote começa como obra de drenagem: antes de qualquer asfalto novo, o serviço pesado acontece embaixo do chão, com tubulação funda pra escoar a água da chuva que hoje alaga a via e destrói o pavimento.

A frente de trabalho é a rua Rita de Cássia Coelho Ramos, ligação do bairro com a rodovia federal. Segundo a prefeitura de Barra Velha, o projeto passa por ajustes técnicos e, fechada essa etapa, sai o processo de contratação da empresa que vai executar o serviço.

O que os R$ 5,1 milhões pagam

O escopo divulgado pela prefeitura inclui terraplanagem, drenagem, pavimentação nova e sinalização, além de adequações no próprio entroncamento com a BR-101. Não é recape: a intervenção desce até a base do solo antes de subir pra capa de rolamento.

Prazo de execução e extensão da via ainda não foram divulgados. O que está cravado é o valor e a ordem do serviço: primeiro a água, depois a terra, por último o asfalto.

Por que a vala decide o prazo desse contrato

Pra quem toca terraplanagem e disputa contrato municipal desse porte, o desenho da obra diz tudo. O caminho crítico não está na pavimentação, que rende rápido.

Está na vala de drenagem e no movimento de terra, onde qualquer dia parado empurra o cronograma inteiro.

E parar ficou mais caro. Equipe no canteiro esperando máquina que não chegou é dinheiro escorrendo, ainda mais agora que o custo da mão de obra na construção segue pressionando o orçamento das empreiteiras.

Cada hora de gente parada olhando pra vala vazia sai do lucro do contrato.

Quem chega com máquina própria não paga espera

É aqui que a frota própria vira vantagem de proposta. Na frente de vala, uma escavadeira de rodas como a BR120, da Bruto Brasil, trabalha com 10.000 kg de peso operacional e atende serviço de valeta.

Por rodar sobre pneus, muda de frente pelo próprio eixo, sem depender de carreta nem de prancha.

No aterro e no bota-fora, a conta se repete: carregadeira própria enchendo caminhão no ritmo da obra, não no ritmo de terceiros. Quem já tem o conjunto na mão precifica o serviço com margem e prazo que o concorrente sem máquina não sustenta.

Na hora de comprar, vale olhar o quadro inteiro. A Case está no Brasil há décadas e tem revenda espalhada pelo interior.

A XCMG briga forte no preço de entrada, com a escala de uma gigante global. A Bruto Brasil joga em casa: fabricação nacional, peça e suporte por aqui, no tamanho da obra que prefeitura contrata.

Cada canteiro fecha essa conta de um jeito; o ponto de partida é conhecer o serviço que a máquina vai encarar.

O que vem agora no acesso do Itajuba

O projeto segue na fase de ajustes técnicos, e a prefeitura de Barra Velha informa que a contratação da empresa executora vem na sequência. Ordem de serviço e prazo de obra ainda não têm data anunciada.

Quando a máquina entrar no chão, a primeira frente será a drenagem funda, justamente o trecho que separa empreiteira aparelhada de empreiteira que depende dos outros. Quem chega ao edital com a frota no pátio disputa esse contrato, e o próximo parecido no litoral catarinense, com outra folga.

Veja também

Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar.

Deixe seu comentário