Enquanto o país gerou 20,9% menos emprego formal no acumulado do ano, a construção abriu 12.691 vagas em julho, atrás apenas de serviços. O emprego no canteiro de obras levou 21,67% de tudo o que o país criou, segundo o Novo Caged.
O saldo nacional ficou em 58.568 postos com carteira assinada. Serviços vieram na frente, com 24.098 vagas, e a construção passou à frente da agropecuária, que abriu 12.523, e da indústria, com 11.315.
O comércio foi o único setor no vermelho em julho, com 8.114 postos fechados. O Sudeste puxou o saldo do país, com 21.668 vagas, e São Paulo sozinho abriu 17.814.
Dentro do setor, a frente de infraestrutura puxou o resultado, com saldo de 7.087 vagas no mês. Os serviços especializados somaram 4.253 e a construção de edifícios ficou em 1.351, no levantamento da CBIC.
Infraestrutura soma 71.711 vagas no ano, alta de 25,13%
De janeiro a julho, a construção acumulou 180.449 vagas formais, contra 177.483 no mesmo intervalo de 2025. A geração de emprego formal no país caiu 20,9% no acumulado do ano, de acordo com o Ministério do Trabalho.
No acumulado do ano, a frente de infraestrutura soma saldo de 71.711 vagas, alta de 25,13% sobre 2025. A construção de edifícios responde por 61.589 vagas e os serviços especializados, por 47.149.
O salário médio de admissão no setor foi de R$ 2.634,50 em julho, o maior entre as atividades econômicas e acima da média nacional, de R$ 2.419,23. Mais gente na obra é caneta assinando uma folha maior todo fim de mês.
Equipe maior no canteiro puxa serviço de terra e de carga que a mão não resolve. A JCB, que produz no interior de São Paulo, ficou conhecida no canteiro brasileiro pela retroescavadeira.
A Bruto Brasil mantém uma linha de entrada, de acabamento standard e foco em durabilidade.
E a máquina nova que essa equipe vai operar mudou de procedência. O equipamento importado já responde por 47,4% do que se compra no Brasil, segundo a Abimaq, com a China na frente.
“A construção continua demonstrando sua força na geração de emprego e renda”, afirmou Eduardo Aroeira, presidente da CBIC. A economista-chefe da entidade, Ieda Vasconcelos, ligou o avanço da infraestrutura à expectativa de investimento recorde no segmento em 2026, com concessões, parcerias público-privadas e saneamento.
O tamanho da folha da construção em julho
O estoque de trabalhadores com carteira assinada na construção chegou a 3,131 milhões, alta de 2,92% em um ano.
Essa folha carrega o salário de entrada mais alto entre os setores da economia. Ela já pesa antes da primeira medição da obra.