Quem tem área de eucalipto em Mato Grosso do Sul perdeu a régua antiga do crédito do FCO. Pelo RCN67, o limite por área saiu, e no lugar entrou um teto em dinheiro para implantar floresta plantada, canavial e pomar de citros.
São R$ 20 milhões por proponente, e, pelo RCN67, o cálculo puxa também as operações do FCO que o produtor já tem em andamento para a mesma finalidade.
A régua do crédito para plantar em Mato Grosso do Sul é o milhão de reais, não o hectare.
Quem planta em terra mais barata, ou com custo de implantação menor, leva mais área dentro do mesmo teto. Quem tem custo alto por hectare trava antes de completar o talhão, e quem já assinou contrato no fundo chega ao limite mais rápido.
Dinheiro do FCO segue vedado para supressão de vegetação nativa em MS
A deliberação proíbe usar o dinheiro do FCO para a supressão de vegetação nativa, ou seja, para desmatar.
A proibição não nasceu nesta rodada: o fundo segue vedado para esse tipo de financiamento.
O conselho estadual que define quais investimentos o FCO financia aprovou a Deliberação CEIF/FCO nº 1.045 em 21 de outubro de 2026. O texto saiu no Diário Oficial do Estado de Mato Grosso do Sul nº 12.319, de 29 de outubro de 2026, páginas 26 a 31, e revoga as regras de abril.
O limite por área deixou de valer, e o teto é por proponente
O conselho limitou e vedou. A deliberação não amplia crédito; para a cana, A Crítica registra ainda uma vedação de escopo — fica proibido financiar a expansão da área plantada em imóveis na Bacia do Alto Paraguai.
O limite novo pega a implantação da lavoura. Pelo RCN67, o teto alcança também a condução de floresta plantada e de pomar de citros até o terceiro ano.
Para o prestador de serviço de colheita e para o fornecedor de biomassa, o efeito chega de lado. O cliente que planta passa a dimensionar o talhão novo pelo dinheiro que consegue contratar no FCO, e o teto em reais mexe no tamanho das frentes que vão abrir lá na frente.
O teto novo passa a valer em Mato Grosso do Sul, onde a Arauco montou a frota de colheita de eucalipto do Projeto Sucuriú, em Inocência.
O que o FCO deixou de financiar e o que passou a limitar em MS
O que mudou: conforme o RCN67, o crédito do FCO para implantar floresta plantada, canavial e pomar de citros em Mato Grosso do Sul deixou de ser limitado por área.
O teto: R$ 20 milhões por proponente, somando as operações do FCO em andamento para a mesma finalidade, conforme o RCN67.
A vedação: usar recurso do FCO para a supressão de vegetação nativa, isto é, para desmatar.
As fontes consultadas não informam como o teto será aferido quando o produtor já tiver contrato do FCO em aberto para a mesma finalidade. Também não trazem justificativa do conselho para a mudança de critério: o Capital News registra apenas que as medidas buscam direcionar recursos a atividades consideradas estratégicas ao desenvolvimento econômico estadual.