Sugestões? Clique aqui
Assine
Sobremáquinas

Fechada desde março, rua de BH ganha data: obra de cerca de R$ 3,8 milhões no Corte de Pedra tem ordem de serviço assinada

TerraplanagemPor Ricardo Tavares · Publicado em FacebookXWhatsAppLinkedIn
Fechada desde março, rua de BH ganha data: obra de cerca de R$ 3,8 milhões no Corte de Pedra tem ordem de serviço assinada

A rua fechada desde março no trecho conhecido como Corte de Pedra, no bairro Jardim Vitória, em Belo Horizonte, ganhou data. A Prefeitura de Belo Horizonte assinou a ordem de serviço das obras emergenciais em 3 de novembro de 2026, e o pacote junta contenção, demolição e movimento de terra.

Cerca de R$ 3,8 milhões serão investidos nos trabalhos, segundo o Hoje em Dia, e o Estado de Minas trabalha com o mesmo número aproximado para o conjunto da intervenção.

Contenção primeiro, terra depois

A ordem dos serviços já está dada. Pelo Hoje em Dia, a obra terá como prioridade a etapa de contenção, seguida de atividades de demolições, remoções e movimentação de terra.

Depois vêm drenagem profunda e superficial, muretas de proteção e cobertura vegetal. O Estado de Minas acrescenta estabilização geotécnica do solo e do maciço rochoso, item que explica o peso da contenção no começo do cronograma.

Para quem toca frente de movimento de terra, a leitura é direta: a caçamba só começa a rodar de verdade depois que a encosta estiver segura, e o corte e o bota-fora entram atrás da contenção.

O Corte de Pedra na divisa com Sabará

O trecho está na regional Nordeste de Belo Horizonte, na divisa com Sabará. O Estado de Minas identifica a via como Rua Augusta Sacchetto Scalzo e crava a interdição em 25 de março de 2026, por risco de deslizamento.

Lideranças comunitárias ouvidas pelo mesmo jornal afirmam que a rua já havia sido interditada cerca de um ano e quatro meses antes, e reaberta sem as obras esperadas.

Pelo O Tempo, o aviso da contratação emergencial foi publicado no Diário Oficial do Município de 15 de setembro de 2026.

A avaliação técnica da Defesa Civil identificou instabilidade no talude da encosta e risco de deslizamentos, conforme o Estado de Minas.

Segundo o Hoje em Dia, o nome da empresa contratada não foi divulgado. As fontes consultadas não informam a data de início dos trabalhos no canteiro.

O aviso de setembro trazia valor estimado diferente, cerca de R$ 4,8 milhões, conforme o O Tempo.

Movimentação de terra na encosta

Serviço de encosta muda pouco de obra para obra, mas o porte muda, e uma frente de encosta no Vale do Taquari dá a medida do que esse tipo de obra alcança.

Com janela apertada, disponibilidade pesa mais do que tabela de preço. Máquina própria no pátio não falta no dia em que a frente abre e o prazo começa a correr.

Na faixa de grande volume, Komatsu, XCMG e Bruto Brasil disputam a mesma frente. A empresa escolhe pela oficina mais perto do canteiro, pelo tempo de parada quando falta peça e pelo quanto consegue pagar à vista.

Na linha da Bruto Brasil, a BRT30 fica na classe de grande volume, com altura de descarga de 4.100 mm, medida que conta quando o carregamento é feito na boca da caçamba do basculante. A marca se posiciona pelo melhor custo-benefício nacional.

Na encosta, quem decide é a planilha: quantas horas de máquina a frente consome por mês e quanto custa cada uma dessas horas.

Contenção, drenagem e o período chuvoso

O Hoje em Dia registra que o local é monitorado pela Defesa Civil pela possibilidade de agravamento das condições durante o período chuvoso. Drenagem e cobertura vegetal valem mais justamente quando a água começa a descer a encosta.

A previsão de conclusão é o 1º semestre de 2027, pelas duas reportagens. Entre novembro e março, cada dia de chuva que tira a máquina da frente de corte come um pedaço dessa janela.

Veja também

Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar.

Deixe seu comentário