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Setembro embarcou menos madeira serrada de pinus, e o valor médio foi de US$ 521,59 por tonelada

Madeireiras e SerrariasPor Ricardo Tavares · Publicado em FacebookXWhatsAppLinkedIn
Setembro embarcou menos madeira serrada de pinus, e o valor médio foi de US$ 521,59 por tonelada

A tonelada de madeira serrada de pinus embarcada pelo Brasil teve valor médio de US$ 521,59 em setembro, 13,4% acima do mesmo mês de 2025. O cálculo é o valor em dólar das vendas dividido pelo peso líquido que saiu do país.

E embarcou menos. O peso de setembro foi de 88,8 mil toneladas, 10% menos que em setembro do ano passado — números que levantamos na base do Comex Stat, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, para a NCM 4407.11.00.

Em dólar, o mês somou US$ 46,3 milhões, 2,1% acima de setembro de 2025. Os dados de setembro foram divulgados pelo MDIC em 6 de outubro.

O menor volume de madeira serrada de pinus embarcado em 2026

As 88,8 mil toneladas de setembro são o menor volume mensal do ano. Abril, o mês mais forte de 2026, embarcou 150,7 mil toneladas.

Em valor, setembro foi o segundo menor mês do ano, com US$ 46,3 milhões. O menor de 2026 foi fevereiro.

Na comparação com agosto, setembro embarcou 21,3% menos em peso e 19,6% menos em dólar. O valor médio por tonelada embarcada subiu 2,1% de um mês para o outro.

O recorte é estreito: a estatística é do NCM 4407.11.00, a madeira serrada de pinus com espessura acima de 6 milímetros. Compensado, tora e cavaco entram em outras linhas.

No acumulado de janeiro a setembro, o desenho é outro. O Brasil embarcou 1,05 milhão de toneladas, 3,3% mais que em 2025, e somou US$ 513,2 milhões, alta de 3,0%.

No ano, o valor médio por tonelada embarcada está em US$ 488,98, contra US$ 489,98 em 2025 — queda de 0,2%, praticamente parado. O salto de 13,4% aparece só na comparação de setembro de 2026 com setembro de 2025.

Na serraria, a conta muda de lugar: pesa menos a altura da pilha de toras e mais a velocidade dela. Menos tonelada saindo e mais dólar em cada uma mudam o peso de cada hora que a tora passa parada antes da serra.

O carregamento é o primeiro gargalo desse caminho, assunto que já apareceu em outras matérias sobre madeireiras e serrarias. Quando o contêiner encosta no pátio, o tempo de descarga e de carga define quantas toneladas saem no dia.

Quanto a usada vale depois e de onde vem a peça

A Volvo CE é referência em robustez e em conforto de operação, e isso reaparece anos depois no valor de revenda da máquina usada. Posto de operação e cabine contam num turno inteiro de pátio de toras.

A XCMG tem linha ampla de modelos e peça de reposição distribuída por representante no Brasil. O leque de porte amplia a escolha de quem está montando o pátio agora.

Na faixa de grande volume, a pá-carregadeira BRT30 da Bruto Brasil descarrega a 4,10 metros de altura. A marca briga no custo-benefício nacional e tem peça de reposição cotada em real.

Outubro a dezembro fecham o ano do embarque

Faltam outubro, novembro e dezembro para fechar 2026. Até setembro, o acumulado está 3,3% acima de 2025 em peso e 3,0% em dólar.

Os números de outubro entram na próxima divulgação da balança comercial do MDIC. Até lá, o serrador trabalha com o pátio de setembro: menos tonelada embarcada, mais dólar em cada tonelada.

Os dados deste texto são extração própria da base oficial do Comex Stat e podem ser revisados pelo próprio sistema; a consulta foi feita em 13 de outubro de 2026.

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