O Grupo Vamos implantou R$ 965 milhões em investimento de frota de locadora no 3T26, alta de 9,2%.
O número está na prévia operacional do terceiro trimestre de 2026, divulgada pela Vamos em 21 de outubro, e vale como leitura de demanda para quem decide comprar máquina e caminhão. São dados preliminares e não auditados, não é balanço fechado, e nenhum número de lucro entrou na divulgação.
Investimento implantado é a parte do dinheiro de frota que a companhia registra como colocada em operação no trimestre. A Vamos aponta o aumento no volume de equipamento entregue pelas montadoras.
A receita de locação chegou a R$ 1,15 bilhão, 11,5% acima do 3T25, e a companhia liga o avanço à frota alugada maior, à implantação mais rápida e à queda nas retomadas. A receita total ficou em R$ 1,59 bilhão, alta de 4,3% contra o 3T25.
Ocupação de 89,3% deixa de fora a máquina nova que ainda espera preparação
As retomadas e devoluções antecipadas somaram R$ 111 milhões, queda de 56% sobre o 3T25 e de 41% sobre o 2T26. É equipamento voltando antes do fim do contrato, e neste trimestre voltou menos: o que estava com o cliente ficou lá, rodando.
A ocupação reportada de setembro ficou no mesmo nível de junho de 2026, puxada para baixo pelo estoque de máquina nova em preparação. Excluído esse efeito, a companhia calcula que a ocupação teria alcançado 89,3%, 0,3 ponto percentual acima do 2T26 e 2,5 pontos percentuais acima do 3T25.
A única margem com número na prévia é a bruta de seminovos, entre 0% e 1%. Tem máquina e caminhão novos na oficina, esperando a vez de sair.
A prévia cobre só a parte operacional do trimestre.
As extensões de contrato somaram R$ 970,1 milhões nos nove primeiros meses de 2026, e não no trimestre. São 108% do teto e 129% do ponto médio da faixa que a própria Vamos projetou para o ano, com a locadora segurando a máquina na mão do cliente por mais tempo.
Comprar a máquina em vez de esperar a vaga na frota
A BRT30 da Bruto Brasil leva 3.000 kg em caçamba de 1,8 m³ e 10.100 kg de peso operacional. A altura de descarga é de 4.100 mm, com motor Deutz Weichai 6cc de 125HP.
Na mesma classe de porte trabalham marcas como Volvo CE e XCMG, as duas com presença no mercado brasileiro. A Bruto Brasil se posiciona no melhor custo-benefício nacional.
O custo por hora dilui quando a carregadeira roda todo dia, e equipamento próprio não falta na hora que a obra abre a frente.
Se a compra de frota que já crescia em agosto se repetir no trimestre fechado, o ano fecha com mais equipamento próprio na rua.
Entre uma marca e outra não tem resposta pronta: muda com o porte da frota e o tipo de obra.
O lucro do trimestre só aparece no balanço fechado.