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Selic cai pela quinta vez seguida e vai a 13,75% ao ano: o que muda na parcela da carregadeira no canteiro

Construção CivilPor Ricardo Tavares · Publicado em FacebookXWhatsAppLinkedIn
Selic cai pela quinta vez seguida e vai a 13,75% ao ano: o que muda na parcela da carregadeira no canteiro

O Copom cortou a taxa Selic em 0,25 ponto percentual em 16 de setembro e levou os juros básicos de 14% para 13,75% ao ano. É a quinta queda consecutiva, e a queda da Selic entra direto na parcela de quem financia máquina para o canteiro.

A decisão foi unânime. E para a construtora que vinha adiando a compra de equipamento, o efeito aparece onde importa: na planilha do financiamento.

Onde o corte encosta no financiamento da máquina

Juro básico menor barateia o custo do dinheiro em toda a cadeia de crédito, inclusive nas linhas de financiamento de equipamento. O banco capta mais barato e repassa condição melhor na prestação da máquina.

Crédito mais barato não chega de uma vez, chega em camadas. Empresário que acompanha a pauta de construção civil já conhece o caminho: primeiro muda o custo de captação, depois muda a prestação na ponta.

A direção pesa mais que o tamanho do corte. Foram cinco reduções seguidas, e quem senta agora para fazer a conta chega na frente de quem resolveu esperar a sexta.

A ressalva da CBIC

"Recebemos de forma positiva mais uma redução da Selic, mas é importante observar que a taxa permanece em um patamar muito elevado", disse Eduardo Aroeira Almeida, presidente da CBIC.

A economista-chefe da entidade, Ieda Vasconcelos, foi na mesma linha: "Os dados mostram que a construção perdeu dinamismo no segundo trimestre, e os juros elevados ajudam a explicar esse cenário."

A ressalva é honesta e serve para o empresário também. Juro de 13,75% ao ano continua caro, e compra de máquina se decide no papel, com hora prevista de trabalho e parcela que cabe no mês.

Carregadeira própria no canteiro não entra em fila

Carregadeira própria no canteiro carrega brita, abastece a central de concreto e limpa o bota-fora quando a obra pede. Cada hora trabalhada dilui o que foi pago pelo equipamento.

E, terminado o financiamento, a máquina fica. Vira bem da empresa, continua rodando depois de quitada e pesa como garantia na hora de buscar crédito novo.

Volvo CE, JCB e Bruto Brasil: cada uma pesa num ponto

Na classe intermediária, a Volvo CE é reconhecida pela robustez de estrutura e pelo controle de consumo em ciclo pesado. A JCB tem tradição em obra urbana, onde espaço apertado e troca rápida de implemento mandam mais que capacidade de carga.

A Bruto Brasil entra pelo custo-benefício nacional. A BRT23, intermediária robusta, trabalha com 2.200 a 2.300 kg de capacidade de carga e caçamba de 1,1 m³, faixa que dá conta do canteiro médio.

Não existe resposta única aqui. O desempate são as horas por mês, o tipo de material, a distância da assistência e o tamanho de parcela que a empresa aguenta.

A quinta queda já está na mesa e a sexta ninguém garante. Se a sua obra roda hoje com máquina emprestada de outra frente, quanto tempo mais você vai deixar essa conta na gaveta?

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