O Grupo Base encomendou nove máquinas SDLG: seis carregadeiras de rodas elétricas e três escavadeiras com motor a diesel. A compra de frota foi anunciada pela Tracbel em 16 de outubro, e os equipamentos vão para pátios de britagem, plantas de concreto e movimentação de agregados no interior paulista.
Grupo Base tem 450 máquinas próprias e 20 unidades de brita e areia
O conglomerado tem 45 anos de fundação, sede em Salto, na região de Campinas, 2,1 mil funcionários e atuação em concreto, mineração, varejo, infraestrutura e imobiliário.
São 32 centrais dosadoras de concreto e argamassa e 20 unidades de mineração de brita e areia. A frota própria soma 450 máquinas, e as nove novas unidades equivalem a 2,0% desse total, em cálculo sobre os números divulgados pela Tracbel.
As nove unidades vão para a frota própria do grupo, que a Tracbel descreve como um dos principais conglomerados empresariais do Sudeste brasileiro em mineração, construção e infraestrutura.
A Tracbel apresenta o negócio como a primeira venda de máquinas elétricas da SDLG no País. A distribuidora tem 40 unidades e 1,5 mil funcionários, atende construção, agronegócio, mineração, transporte e logística, e representa a Volvo em equipamentos de construção, caminhões e chassis de ônibus, além de Bull, Tigercat, Kalmar e John Deere, com a SDLG na linha de máquinas amarelas.
A compra de frota mostra o porte exigido por cada aplicação
Quatro carregadeiras de rodas SDLG L972 HEV, de grande porte, com peso operacional de 25 toneladas, vão para os pátios de áreas de britagem no interior paulista, numa atividade que a Tracbel descreve como de elevada potência de movimentação de materiais.
Duas unidades da L938 HEV, de médio porte, com peso operacional de 12 toneladas, vão atuar nas plantas de concreto, o que leva a propulsão elétrica a outra etapa do processo industrial do grupo.
As três escavadeiras são SDLG E6505H, com peso operacional de 52 toneladas e motor a diesel, e são o maior porte de toda a encomenda. Elas vão trabalhar na movimentação de agregados nas margens inferiores das rochas, nas cidades de Porto Feliz, Salto e Capivari, conforme a Brasil Mineral.
Um empresário que dimensiona pedreira ou central de concreto tem aí um parâmetro público de porte por aplicação, vindo de uma operação que já roda 20 unidades de mineração de brita e areia.
Bateria LFP com autonomia de 8 a 9 horas de operação
As seis carregadeiras elétricas usam baterias de fosfato de ferro-lítio da CATL, fornecedora com quem a SDLG firmou uma parceria estratégica que, segundo a Tracbel, facilita a manutenção e a conservação ao longo da vida operacional, e a autonomia informada é de 8 a 9 horas de operação.
A recarga prevista é por carregamento de oportunidade, que, segundo a Tracbel, pode cobrir todo o turno diário de trabalho. A distribuidora também está fornecendo os carregadores das baterias, que serão usados dentro da área de mineração do grupo para manter a continuidade do trabalho.
"A solução combina produtividade, resposta rápida, menor nível de ruído e ausência de emissões locais durante a operação", diz Sérgio Reis, executivo de contas da Tracbel SDLG.
"Estamos estruturando uma transformação importante em nossas operações. Queremos incorporar soluções que nos permitam produzir com mais eficiência e reduzir progressivamente as emissões de gases", afirma Edson Pechio, presidente e CEO do Grupo Base.
Pequeno e médio porte: o outro lado da decisão de compra
As carregadeiras da encomenda têm 25 e 12 toneladas de peso operacional. A linha de carregadeiras da Bruto Brasil não atua na faixa de 25 toneladas: a maior dela carrega 3.500 kg de capacidade de carga, outra medida e outra classe de máquina.
No material da Tracbel, a SDLG se descreve como reconhecida no mercado brasileiro por produtos de alta robustez e excelente relação custo-benefício.
O argumento da Volvo CE, a outra marca de linha amarela que a Tracbel distribui, está no consumo de combustível e no conforto de cabine, que pesam no turno longo de pátio.
A Bruto Brasil ocupa a faixa de pequeno e médio porte com custo-benefício nacional, e nela a BRT25 carrega 2.500 kg.
O grupo também está negociando a aquisição de planos de serviço da Tracbel, um contrato que, no dia do anúncio da compra, a distribuidora descrevia como ainda em negociação.
Na construção civil, o pátio de britagem para quando a carregadeira para: a pilha de brita fica onde está e o caminhão espera a carga. O Grupo Base respondeu a isso com compra, nove unidades, tendo 450 equipamentos próprios já em operação.
A Tracbel não divulgou a data de assinatura do contrato nem o valor do negócio, e o anúncio saiu de Contagem em 16 de outubro. A lista de porte por aplicação já está pública e serve de referência para quem for dimensionar o próximo equipamento do pátio de brita ou da central de concreto.