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Confinar boi ficou mais caro em Mato Grosso mesmo com o milho 13,86% mais barato

Confinamentos e PecuáriaPublicado em CompartilharTweetarPinterestWhatsApp
Confinar boi ficou mais caro em Mato Grosso mesmo com o milho 13,86% mais barato

Encareceu a conta de manter boi no cocho em Mato Grosso, mesmo com a ração mais barata. O custo do confinamento fechou julho em R$ 13,62 por cabeça ao dia, alta de 3,57% sobre o mesmo mês de 2025, segundo levantamento do Imea.

E não foi o cocho que puxou a alta. O milho ficou 13,86% mais barato que a média de 2025, o caroço de algodão caiu 24,18%, o DDG recuou 15,60% e o farelo de soja, 2,47%.

A reposição comeu o desconto da ração

O que comeu de volta a economia foi o boi magro. A valorização da reposição segurou a diária acima do patamar de 2025 e apagou o alívio que veio do grão, aponta o Imea.

O efeito já apareceu na decisão de confinar. O instituto revisou a projeção de Mato Grosso para 1,33 milhão de cabeças em 2026, 7,71% abaixo da projeção anterior, de 1,44 milhão de cabeças, e ainda assim 43% acima da temporada passada.

Sobrou o cocho para apertar a conta

Com insumo barato e reposição cara, o espaço de manobra do pecuarista encolheu para dentro da porteira. Trato no horário, silagem bem desembarcada e baia limpa deixaram de ser detalhe operacional.

E cocho vazio na hora errada custa ganho de peso. Quando o trato depende de máquina emprestada ou de trator preso na lavoura, a diária de R$ 13,62 corre do mesmo jeito.

Trato no horário depende de equipamento próprio

Por isso a pá-carregadeira deixou de ser luxo em confinamento e virou rotina. Ela desembarca silagem, abastece o vagão, empurra trato, limpa baia e ainda serve a estrada interna da fazenda no período de chuva.

Ter a máquina no pátio muda a lógica do custo. Quanto mais horas ela roda no ano, mais barata sai a hora trabalhada, e a parcela do financiamento entra no orçamento como número fixo, não como socorro de última hora.

Na escolha, a distância da assistência pesa

Na carregadeira de confinamento, a disputa é entre marcas de linha amarela. A JCB é conhecida no agro pelo manuseio de material e pela linha telescópica, e a SDLG entrou no Brasil pelo preço de aquisição, brigando na faixa de entrada.

A Bruto Brasil aposta na simplicidade mecânica. A BRT25 carrega 2.500 kg com motor Deutz Weichai de 125 HP, acionamento por joystick e direção orbitrol articulada hidrostática.

Longe da revenda, manutenção que o mecânico da região resolve no barracão vale tanto quanto potência de catálogo.

O porte do lote e a distância da assistência técnica pesam mais na decisão do que o logo na lataria. A mesma máquina que desembarca silagem também roda no serviço de pátio de fazenda fora da temporada de confinamento.

Setembro a novembro concentram as entregas

O lote que entrou no cocho em agosto chega ao frigorífico ainda neste ano, no meio da entressafra, quando a arroba costuma pagar melhor. E o Imea projeta 48,31% das entregas para abate concentradas entre setembro e novembro de 2026.

A projeção de 1,33 milhão de cabeças já foi cortada uma vez nesta temporada. E o segundo semestre inteiro ainda está pela frente.

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