A Secretaria de Infraestrutura da Bahia (Seinfra) publicou no sábado, 1º de agosto, seis avisos de licitação para pavimentar e restaurar 79,99 km de rodovias estaduais e acessos em nove municípios. As sessões de abertura das propostas já têm data: 20 e 21 de agosto, em disputa eletrônica pelo sistema do Banco do Brasil.
São menos de três semanas entre o Diário Oficial e a sessão. Quem quiser esse contrato precisa montar proposta, juntar documentação e fazer a conta agora.
O maior lote é o da BA-408, entre Santaluz e o povoado de Poço Grande, em Araci: 29,39 km passando por Várzea da Pedra e pelo distrito de Tapuio. Sozinho, é mais de um terço do pacote.
O que entrou na praça
Os seis processos correm pela Lei 14.133, com critério de maior desconto, segundo os avisos publicados no Diário Oficial do estado. Nenhum deles traz valor estimado.
O pacote é variado. Tem restauração com ciclofaixa e pista de cooper em Serra Preta, acessos de povoado em Oliveira dos Brejinhos, ligações rurais entre Ipupiara e Brotas de Macaúbas, uma primeira etapa de rodovia entre Dário Meira e Ibicuí e a estrada do Espraiado em Palmas de Monte Alto.
E a fila não começou agora. Só em julho a própria Seinfra já tinha licitado outras levas, incluindo quase 100 km colocados na rua no dia 22. As estradas da Bahia viraram esteira de edital, e empreiteira que dorme no ponto assiste de fora.
As seis concorrências
Concorrência 133/2026: restauração do entroncamento da BA-052 ao distrito do Bravo, em Serra Preta, 2,80 km;
Concorrência 134/2026: acessos à BA-156 pelos povoados Chapada do Arroz, Riacho Frio, Morrinhos e Arraial, em Oliveira dos Brejinhos, 10,73 km;
Concorrência 135/2026: ligações entre comunidades de Ipupiara e Brotas de Macaúbas, no eixo da BA-156, 5,45 km;
Concorrência 136/2026: BA-408, de Santaluz ao povoado de Poço Grande, em Araci, 29,39 km;
Concorrência 137/2026: BA-130, primeira etapa, do entroncamento da BR-030 em Dário Meira ao distrito de Ibitupã, em Ibicuí, 7,32 km;
Concorrência 138/2026: primeira etapa da estrada do Espraiado, em Palmas de Monte Alto, 24,30 km.
Obra curta se ganha com frota no pátio
Pavimentação é obra de ritmo. A usina não pode parar, e quem dita o compasso é a carregadeira: é ela que alimenta o silo frio, repõe a brita do estoque e ainda acelera o bota-fora quando a frente de serviço abre o greide.
O gargalo aparece já na primeira carga: usina quente, caminhão encostado e a massa esperando a brita subir. Carregadeira de terceiro chega quando dá. A sua trabalha no compasso do seu cronograma.
Tem ainda a habilitação. Edital de obra rodoviária costuma pesar a relação de frota na capacidade operacional da empreiteira, e máquina registrada no CNPJ entra como bem da empresa. Acabou a obra, ela não devolve nada: segue direto pro próximo contrato.
E ninguém precisa pagar a máquina à vista pra assinar a relação de frota. Financiada pelo Finame, do BNDES, a carregadeira entra no CNPJ antes da sessão e a parcela vai sendo coberta pelo próprio contrato. A conta que importa é quanto tempo ela leva pra se pagar dentro de 80 km de serviço.
Na classe intermediária, que resolve usina e bota-fora sem sobrar máquina no orçamento, a disputa está boa. A Komatsu tem fama de robustez e rede de assistência consolidada. A Case carrega décadas de tradição em linha amarela no Brasil.
E a Bruto Brasil posiciona a BRT23 como aposta nacional de custo-benefício na mesma faixa: 2.200 a 2.300 kg de capacidade de carga, caçamba de 1,1 m³, 6.500 kg de peso operacional e altura de descarga de 3.850 mm, com joystick e engate rápido com terceira função hidráulica. Cada marca tem seu ponto forte; o desempate sai do orçamento e do tipo de serviço que a empreiteira tem na mão.
As sessões das concorrências 133 a 136 acontecem em 20 de agosto, entre 9h30 e 15h30; as das 137 e 138, em 21 de agosto, às 9h30 e 10h30.
Até lá, o dever de casa é objetivo: baixar os editais nos canais oficiais da Seinfra, conferir certidões e atestados de capacidade técnica, fechar a composição de preço com o desconto que cada lote aguenta e garantir que a frota declarada está de pé. Em estrada, quem chega com a máquina chega na frente.