Sugestões? Clique aqui
Assine
Sobremáquinas

Brasil exporta 5.093 reboques e semirreboques e estica acordo até 2028 com venda interna em queda

Portos e LogísticaPublicado em CompartilharTweetarPinterestWhatsApp
Brasil exporta 5.093 reboques e semirreboques e estica acordo até 2028 com venda interna em queda

As fábricas brasileiras de carretas e semirreboques embarcaram 5.093 unidades para fora do país em 2025, e o programa que abre esse caminho foi esticado até 2028.

Para quem tem pátio e frota, o efeito chega por outro lado. Com a venda interna 7,5% menor no primeiro semestre, quem vai trocar equipamento agora senta na mesa com mais espaço para apertar preço e prazo.

O que ANFIR e ApexBrasil assinaram

A ANFIR, associação que reúne os fabricantes de implementos rodoviários, renovou com a ApexBrasil o programa Move Brazil, criado em 2016. É a quinta renovação da parceria, agora com validade de 2026 a 2028.

O acordo banca a ida das fábricas a feiras internacionais, missões empresariais e rodadas de negócios. "Ao lado das exportações de reboques e semirreboques, a indústria tem vendido com sucesso ao exterior autopeças e demais componentes", disse o presidente da entidade, José Carlos Sprícigo.

A ideia do novo ciclo é sair da dependência dos vizinhos de sempre e vender também autopeça e componente, não só o implemento inteiro saindo pela porta da fábrica.

Chile e Paraguai puxam a fila

Das 5.093 unidades exportadas em 2025, o Chile levou 1.809 e o Paraguai ficou com 1.575. Argentina (796), Uruguai (581) e Bolívia (114) fecham a lista.

Ou seja: a carreta brasileira quase não sai da América do Sul. É esse mapa curto que o programa quer esticar até 2028, com feira e rodada de negócios em novos mercados.

O ritmo de 2026 vem melhor. De janeiro a junho foram 1.537 implementos exportados, contra 1.271 no mesmo período de 2025, alta de 20,93%.

No pátio, a conta não é só a carreta

Carreta nova com doca bagunçada não resolve. O tempo que a carga leva para subir na carroceria decide quantas viagens o caminhão faz no mês, ponto que volta sempre nas notícias de logística.

Quem carrega granel no armazém depende da carregadeira para encher a carreta antes de o motorista sair. Liebherr, Sany, Develon e a nacional Bruto Brasil têm máquina nessa faixa no mercado brasileiro.

O que decide a compra é o serviço do dia: altura de descarga que alcance a borda da carroceria, caçamba compatível com o volume e assistência que atenda a região. Máquina curta demais obriga o pátio a improvisar rampa.

Quem trabalha com granel sente isso na conta. Carreta esperando carregamento é frete que atrasa, e nenhum implemento novo conserta gargalo de doca.

Entenda

  • 5.093 reboques e semirreboques exportados pelo Brasil em 2025, segundo a ANFIR

  • Chile (1.809) e Paraguai (1.575) foram os dois maiores destinos do ano

  • De janeiro a junho de 2026, a exportação somou 1.537 unidades, alta de 20,93%

  • Mercado interno no primeiro semestre: 66.736 emplacamentos contra 72.179 em 2025

Julho reagiu, o ano ainda não

Em julho o setor vendeu 15.173 implementos nos 23 dias úteis do mês, contra 13.835 em igual período de 2025. Alta de 9,7% e o melhor mês do ano, segundo a ANFIR.

No acumulado, porém, a conta segue negativa. Em sete meses foram 81.909 implementos vendidos contra 86.014 em 2025, retração de 4,77%.

Os reboques e semirreboques, o pedaço pesado do mercado, caíram 9,42% no primeiro semestre. As carrocerias sobre chassi somaram 34.284 unidades, recuo de 5,69%.

Para o dono de transportadora, esse número tem dois lados. Fábrica com linha folgada entrega mais rápido e discute desconto, o que muda a conta de quem precisa repor carreta velha antes da safra bater na porta.

O ciclo do Move Brazil vai até 2028, com feiras e rodadas de negócios no calendário. Aqui dentro, a ANFIR trabalha com estabilidade no fechamento de 2026, e isso depende do que o segundo semestre recuperar do buraco aberto até junho.

Veja também

Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar.

Deixe seu comentário