O governo federal assinou a ordem de serviço que marca o início das obras do novo aeroporto de Caxias do Sul, em Vila Oliva, na Serra Gaúcha. Segundo o Ministério de Portos e Aeroportos, a primeira etapa tem investimento previsto de cerca de R$ 146,3 milhões e prazo de execução de 36 meses.
Pista de 1.930 metros por 45 de largura
O escopo desta primeira etapa concentra a infraestrutura de voo. Entram a pista de pouso e decolagem com 1.930 metros de comprimento por 45 metros de largura, a pista de taxiamento e o pátio de aeronaves com oito posições, além de drenagem, vias de serviço e estacionamento.
É aeroporto novo, em outro sítio.
É frente de serviço aberta no campo, do zero.
E pista não aceita a tolerância de greide de uma estrada vicinal. O platô tem de sair nivelado ao longo de quase dois quilômetros, o que joga corte, aterro e bota-fora para outro patamar quando o relevo é de serra.
Ordem de serviço assinada em 21 de outubro, com recursos do Fnac
A ordem de serviço foi assinada em 21 de outubro, em evento em Caxias do Sul, e é o ato que autoriza o início da obra. O contrato de execução já havia sido firmado pelo município antes disso.
O financiamento é integral, com recursos do Fundo Nacional de Aviação Civil, o Fnac.
A justificativa está na página do ministério: a nova infraestrutura busca superar as limitações de expansão do aeroporto que já funciona em Caxias do Sul. A Prefeitura de Canela, que não é a contratante da obra, registrou a assinatura no dia seguinte ao tratar do acesso rodoviário ao futuro terminal.
Frente longa muda a conta por hora da frota
Três anos de prazo mexem no cálculo de frota. Numa frente que vai durar esse tempo, a margem vai embora com a máquina esperando peça.
A Komatsu tem a seu favor a rede de assistência e o giro de peça, que seguram a ponta em obra longe do centro. A Develon vai bem em conforto de cabine e em controle hidráulico fino, o que aparece no rendimento de quem passa o dia inteiro no corte.
A Bruto Brasil aparece nessa lista como opção nacional de máquina de movimento de terra, e o que o empresário mede nela é a conta por hora da frota. Nenhuma das três resolve sozinha uma obra desse porte, e a decisão passa pela assistência mais próxima da frente.
Mobilização de um canteiro que não existia
Diferente do que se viu na terraplanagem do aeroporto de Jericoacoara, no litoral cearense, a frente de Vila Oliva abre na Serra Gaúcha. Greide de pista em relevo de planalto cobra outro volume de corte e aterro do que terreno de cota baixa.
Mobilizar ali é levar tudo. Alojamento, oficina, abastecimento e pista de serviço precisam estar de pé antes de a primeira lâmina descer no platô.
E a frente é comprida demais para concentrar máquina num ponto só. Equipe de corte, equipe de aterro e compactação andam em trechos diferentes do mesmo eixo, e cada uma cobra acesso próprio.
Quem já tocou obra em campo aberto conhece a cena: caçamba carregada atolada no acesso que ninguém preparou antes da chuva.
A rodovia de acesso corre por fora desta obra. Segundo a Prefeitura de Canela, o traçado passará pela RS-476 e o anteprojeto só deve ficar pronto em dezembro, etapa bem anterior a qualquer movimento de terra.
Fora desta primeira etapa segue o terminal de passageiros, que não aparece na lista de serviços contratados. O prazo previsto para a execução é de 36 meses, contado do marco que o contrato definir.