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O eixo de R$ 22,1 milhões que liga o Dianot à GO-020 tem entrega marcada para maio de 2027

TerraplanagemPor Ricardo Tavares · Publicado em FacebookXWhatsAppLinkedIn
O eixo de R$ 22,1 milhões que liga o Dianot à GO-020 tem entrega marcada para maio de 2027

Oito meses. É o prazo que separa a ordem de serviço assinada nesta quinta-feira e a entrega do novo acesso ao distrito industrial do Dianot, em Aparecida de Goiânia.

O contrato saiu com R$ 22,1 milhões de investimento do Governo de Goiás, em ato conjunto com a Prefeitura de Aparecida de Goiânia. A conclusão está marcada para maio de 2027.

O traçado tem 3,84 km e não é reta limpa. No meio dele entra uma ponte de concreto de 30 metros sobre o Ribeirão Santo Antônio, com ciclovia e calçada acompanhando a pista.

E o pacote não para aí. A Avenida Copacabana será duplicada a partir do All Park Polo Empresarial, e o Dianot ganha um acesso em pista dupla.

O eixo novo liga o distrito agroindustrial Norberto Teixeira à GO-020. É por aí que a carga vai entrar e sair quando a obra estiver pronta.

Oito meses de prazo com uma ponte no meio do caminho

Ponte manda no cronograma de obra rodoviária. Fundação, forma, concretagem e cura têm tempo próprio, e o resto do serviço se arruma em volta disso.

Por isso o corte e o aterro dos 3,84 km precisam andar em paralelo, não na fila. Terraplenagem que fica esperando a estrutura ficar pronta não cabe num prazo que termina em maio de 2027.

E o calendário ainda cai em cima do período chuvoso do Centro-Oeste. Entre outubro e março, aterro molhado não compacta direito, e o serviço pesado tende a se concentrar nas janelas de tempo firme.

Na prática, são várias frentes abertas ao mesmo tempo na mesma praça: o greide do eixo novo, a ponte sobre o Ribeirão Santo Antônio e a duplicação da Copacabana.

E tem o lado do mercado. Com a construção no vigésimo primeiro mês seguido de confiança em baixa e a intenção de investir recuando, menos gente está entrando com máquina nova, como mostra a sondagem da CNI sobre a capacidade operacional da construção.

Empresa que já tem o equipamento em casa entra nessa conta na frente. Mobilização rápida é o que decide quem pega serviço em obra de prazo curto.

Onde a carregadeira entra no ciclo de terraplenagem

Obra de eixo novo é conta de volume. Sai terra do corte, entra material no aterro, e o que não presta segue para o bota-fora.

A pá-carregadeira é a máquina que fecha essa conta no carregamento. Ela carrega o caminhão, alimenta a frente de aterro e mantém o rodízio de basculante girando sem fila no pátio.

Depois do movimento de terra vem a fase de brita e base — e é aí que a carregadeira mais trabalha. Acesso em pista dupla e duplicação de avenida consomem agregado em quantidade.

Caçamba carregada devagar atrasa a equipe de compactação inteira. Máquina pequena demais para o volume vira gargalo, e máquina grande demais para a praça perde tempo em manobra.

A distância do bota-fora também entra nessa conta. Quanto mais longe viaja o material inservível, mais caminhão fica na estrada e mais rápido a carregadeira tem de encher a caçamba para não deixar basculante parado esperando.

Ciclovia e calçada ainda apertam o espaço de trabalho ao longo dos 3,84 km. Em canteiro estreito, giro curto e altura de descarga resolvem mais do que potência de catálogo.

A duplicação da Avenida Copacabana é serviço urbano, com tráfego passando do lado. Obra em meia pista pede máquina que carregue rápido e libere a faixa, porque ali o rendimento se mede em janela de horário.

Komatsu, SDLG e Bruto Brasil: três contas diferentes

Na classe de grande volume, a Komatsu é referência em durabilidade e valor de revenda. Empresa que troca de frota a cada cinco ou seis anos recupera boa parte do dinheiro no mercado de usados.

A SDLG vem pelo custo de entrada e pela assistência que alcança o interior. Para obra longe das capitais, peça disponível vale tanto quanto ficha técnica.

A Bruto Brasil entra pelo custo-benefício nacional. Na linha de grande volume, a BRT30 carrega 3.000 kg, trabalha com caçamba de 1,8 m³, pesa 10.100 kg em operação e descarrega a 4.100 mm, com motor Deutz Weichai 6cc de 125 HP.

Na mesma classe roda a SDLG L968, equivalente de porte comum em obra rodoviária. A comparação aqui é de classe e aplicação, não de número de catálogo de uma marca contra a outra.

Nenhuma das três resolve tudo. A escolha depende do volume que a obra move por dia, da distância até a assistência mais próxima e de quanto tempo a máquina leva pra se pagar dentro do contrato.

Comprar olhando só o preço da nota erra por um lado; comprar pelo nome da marca, sem fazer a conta, erra pelo outro. A conta que fecha é hora trabalhada, consumo de diesel e máquina disponível no dia em que a frente abre.

Obra de oito meses sozinha não paga carregadeira nova. O que paga é a fila de serviço que vem atrás: o Dianot prevê a instalação de mais de 200 empresas, cada uma com pátio, plataforma e ligação viária para executar.

Por ora, o que está contratado é isso: 3,84 km de pista, a ponte de 30 metros, a duplicação da Avenida Copacabana e o acesso em pista dupla ao distrito. O prazo corre até maio de 2027.

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