Terraço rompido, terra que desceu com a enxurrada. É o que a chuva na lavoura de soja deixou no Paraná.
O que a água fez no solo
Quem mede isso é o Deral, departamento de economia rural da Secretaria da Agricultura do Paraná: no levantamento que fechou o período de 27 de outubro a 3 de novembro, 85% da área de soja do estado aparece em condição boa na safra 2026/27, contra 88% no boletim da semana anterior.
É uma queda de 3 pontos percentuais. A fatia em condição média subiu de 11% para 14%, e a fatia ruim ficou em 1%.
Mesmo com a maior parte da área ainda em condição boa, o Deral aponta para a soja excesso de precipitação, menor incidência de luminosidade e temperaturas abaixo do esperado para o período no Paraná.
O boletim registra ainda erosão, rompimento de terraços e lixiviação de nutrientes, além de vendaval e granizo em algumas lavouras e prejuízo no arroz irrigado com a elevação dos rios Ivaí e Paraná.
A semeadura corre entre uma chuva e outra
A semeadura da soja no Paraná chegou a 71% da área prevista no corte de 3 de novembro. É um ritmo que o Deral descreve como atrasado em relação às três últimas temporadas.
A área de soja do estado está estimada em mais de 5,7 milhões de hectares nesta safra 2026/27.
Área plantada e condição da lavoura são coisas diferentes. O plantio corre; a nota do que está no chão caiu.
No mesmo corte de 3 de novembro, o milho de primeira safra do Paraná tem 97% da área plantada, o trigo 92% da área colhida e o feijão de primeira safra 85% plantado, com 66% da área em condição boa, 28% média e 6% ruim.
A previsão traz mais água em novembro
O Simepar, sistema meteorológico do Paraná, prevê para novembro volumes de chuva acima da média histórica em todas as regiões do estado, condição que a previsão divulgada em 31 de outubro liga ao El Niño.
As maiores anomalias positivas aparecem no Oeste, no Sudoeste e no Centro-Sul, com chuva de distribuição irregular: períodos estáveis intercalados com episódios mais fortes.
A janela de serviço no solo
Na linha do que se desenhou no começo do plantio, quando o assunto era o super El Niño e o plantio da safra 2026/27, a água veio. E virou serviço de solo a fazer.
Refazer terraço, reabrir carreador que a enxurrada levou, desassorear curva de nível: é terra para mover dentro da fazenda, e esse tipo de serviço só anda nos dias em que o tempo abre.
Quem aluga a máquina depende de o terceiro ter dia livre justamente quando o tempo abre.
Nessa classe de carregadeira, a XCMG está entre as maiores fabricantes de máquina pesada do mundo, e a New Holland Construction é a linha amarela da CNH.
A BRT25 da Bruto Brasil é a mais procurada da linha no agro: motor Deutz Weichai 6cc de 125 HP, 8.500 kg de peso operacional, 2.500 kg de carga, 1,5 m³ de caçamba e descarga a 4.100 mm.
Novembro ainda tem chuva acima da média na previsão do Simepar para todas as regiões do estado. O terraço rompido continua lá.