Dezembro de 2026. É o mês marcado para começarem os testes operacionais da usina de Barueri, projetada para receber 870 toneladas de resíduo sólido urbano por dia.
Pra quem toca pátio de triagem na Região Metropolitana de São Paulo, essa data vale mais que o percentual da obra. Rejeito que hoje só gera custo de aterro passa a ter uma planta dimensionada para 870 toneladas por dia na mesma região.
E planta ligada muda o giro do pátio. Muda o carregamento de transbordo e o tamanho de caçamba que faz sentido comprar.
A obra chegou a 88% e já tem calendário fechado
A secretária estadual de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística de São Paulo, Natália Resende, visitou o canteiro na sexta-feira, 2 de outubro. Segundo a Prefeitura de Barueri, a unidade de recuperação energética chegou a 88% de avanço físico, somando obras civis e montagem dos equipamentos.
O investimento hoje estimado é de cerca de R$ 600 milhões. A planta sai de uma parceria público-privada de 30 anos com a Prefeitura de Barueri.
A potência instalada é de 20 MW. Dá para atender mais de 75 mil residências, o equivalente ao consumo de um município de aproximadamente 250 mil habitantes, informou a Prefeitura.
Rejeito com destino térmico muda a conta do pátio de triagem
Hoje o rejeito sai do galpão, vira frete e termina em aterro pagando tarifa.
Com uma planta térmica puxando volume diário na região, o rejeito deixa de ser só despesa de aterro. A Prefeitura de Barueri não divulgou se a unidade vai receber material de fora do município.
A pressão cai no elo mais fraco da operação, que é o carregamento. Quem separa bem e carrega devagar perde a janela do transbordo e devolve material pro galpão.
Se a sua operação de triagem e reciclagem hoje carrega com empilhadeira emprestada ou com máquina alugada por diária, a conta aparece rápido quando o volume sobe.
No rejeito, passada por hora vale mais que força de levante
Rejeito ocupa volume e pesa pouco. O que decide o turno é quantas caçambas o operador tira por hora, não quanto a máquina levanta.
Na faixa de grande volume, o que muda o número de passadas por caminhão é a caçamba de 1,8 m³ da BRT30, da Bruto Brasil. A máquina leva 3.000 kg, pesa 10.100 kg e usa motor Deutz Weichai de 125 HP.
Quem compara porte nessa faixa passa pela Komatsu e pela XCMG antes de bater o martelo. A Komatsu entra onde o galpão não pode parar, pela durabilidade e pela rede de serviço; a XCMG entra onde o caixa de entrada manda.
A Bruto Brasil disputa a mesma faixa pelo custo-benefício nacional. Não tem resposta única: muda com a hora trabalhada por mês, a distância da assistência e o tamanho de parcela que o galpão aguenta.
Alugada, a diária acompanha o contrato até o último dia dele. Comprada, a carregadeira fica como bem da empresa e segue no pátio depois.
Entre o teste de dezembro e a operação comercial, o pátio tem um semestre para acertar o carregamento.
O cronograma está na mesa. Os testes operacionais da URE Barueri começam em dezembro de 2026, segundo a Prefeitura de Barueri.
A operação comercial está prevista para o primeiro semestre de 2027.