A semeadura da soja da safra 2026/27 chegou a 9,4% da área prevista no Brasil na semana encerrada em 2 de outubro, segundo o Conab. São 0,6 ponto percentual acima da média dos últimos cinco anos, de 8,8%, e 1,2 ponto acima dos 8,2% da mesma semana de 2025.
Só que o avanço não é parelho. Em Mato Grosso, a semeadura marca 14,36% da área contra média de cinco anos de 15% e 15,6% no mesmo período do ano passado, ou seja, o estado está ligeiramente atrasado.
No outro extremo, o Paraná registra 28%, bem acima da média estadual de 22,2%. Mato Grosso do Sul está em 15%, com média de 11%, e a Bahia em 5%, com média de 1,8%.
O levantamento tem corte em 2 de outubro, sexta, e foi divulgado pelo Conab na segunda, dia 5. São 12 estados no agregado, com 96% da área cultivada de soja no país.
Chuva comanda o ritmo estado por estado
O boletim do Conab liga o ritmo à umidade do solo. “No PR, o plantio avançou com a melhora da umidade e o tempo firme, embora as chuvas ainda causem interrupções pontuais”, registra o documento.
Sobre o Mato Grosso, o mesmo boletim registra avanço recente, ainda com o estado abaixo do próprio histórico: “as chuvas, com destaque para o Médio-Norte, garantem o avanço da semeadura em sequeiro, sobretudo nos solos de textura mais argilosa”.
Goiás tem 2%, Minas Gerais 0,5% e Santa Catarina 0,05% da área semeada. Rio Grande do Sul, São Paulo, Tocantins, Maranhão e Piauí seguem em zero.
O número do Paraná já tem atualização. O Deral, departamento de economia rural do estado, informou em boletim de 6 de outubro que a soja ocupava 36% da área prevista até segunda-feira, dia 5, o patamar mais elevado em oito safras para esta época.
O próprio Deral trabalha com uma estimativa preliminar de 22,6 milhões de toneladas no estado, número que ainda pode mudar até a colheita.
Plantio adiantado encurta o prazo do pátio
A janela entre o fim do plantio e o começo da colheita é quando se arruma carreador, estrada interna, base de silo e piso de moega. Esse trabalho cai na conta da carregadeira e da máquina pesada, tema recorrente na cobertura de fazendas.
No pátio da fazenda, a John Deere tem rede de concessionárias ampla no interior e linha própria de carregadeira. A New Holland leva linha agrícola e linha de construção sob a mesma bandeira.
A Valtra é forte em trator de média potência montado no Brasil. E a Bruto Brasil, fabricante nacional de carregadeiras, entrega a linha com troca rápida e 3ª função hidráulica, o que deixa alternar caçamba, garfo e garra sem desmontar nada.
Na faixa que o agro mais usa está a BRT25, de 2.500 kg de capacidade de carga e caçamba de 1,5 m³, com porte parecido ao de modelos da John Deere e da New Holland.
Nenhuma das quatro resolve tudo: o implemento que vai rodar no pátio é que estreita a lista.
Semeadura adiantada antecipa a janela de colheita. E colheita mais cedo encurta o prazo para deixar pátio de recebimento e moega prontos antes do primeiro caminhão carregado.