4,634 milhões de toneladas em 2025 — esse é o volume de reciclagem de papel do Brasil, que fechou o ano de referência com uma taxa de 60,4% do material.
O número foi divulgado em 19 de outubro de 2026, em levantamento da Empapel e da Ibá feito pela MaxiQuim. O ano medido é 2025 e o anúncio saiu em 2026, diferença de calendário que muda a leitura do dado.
Para quem toca central de triagem, cooperativa de catadores ou estação de transbordo, o que pesa nesse índice é quanto de papel desce do caminhão já separado.
Na rotina de uma central de triagem, papel e papelão costumam ser o material de maior giro em volume, e a apara é o que vira receita por tonelada. O que vem misturado atravessa a linha sem fechar fardo, vira rejeito e ainda cobra frete até o aterro.
No recorte que conta exclusivamente as embalagens de papel, o índice de reciclagem chegou a 66,9% em 2025, aponta o mesmo levantamento — e esse recorte vale só para embalagem, não para todo o papel que circula no país.
Papel, e só papel: o que o índice mediu em 2025
O indicador mede papel. Resíduo sólido urbano, plástico, entulho de obra e sucata metálica ficam fora da conta, e trocar um pelo outro é o jeito mais rápido de errar a planilha da central.
Quem assina o levantamento é a Empapel, associação do setor de embalagem de papel, junto com a Ibá. A execução ficou com a MaxiQuim, consultoria contratada para rodar o estudo.
Nenhum órgão público chancela esse índice, e a casa que encomendou a pesquisa é parte interessada na cadeia que ela mede, o que não invalida o dado, mas obriga a dizer de onde ele veio.
Na comparação com 2024, diz o levantamento, os dois indicadores apresentaram crescimento: 1,6% na reciclagem de papel e 2% na reciclagem de embalagens de papel.
A fonte não informa se esses percentuais são variação relativa ou pontos percentuais, e não publica o valor de 2024 em número fechado. Também não apresenta explicação para a alta dos dois indicadores.
Entre os 10 maiores produtores de papel do mundo, o Brasil aparece na sexta posição de índice de reciclagem, e o recorte é esse grupo de dez, não o planeta inteiro.
A Itália lidera essa comparação, com índice de 93,1%, e a Alemanha marca 78,2% dentro do mesmo grupo de dez.
O rejeito é o que come a receita por tonelada
No pátio, os dois números medem recortes diferentes: 60,4% é a taxa sobre todo o papel e 66,9% é a taxa sobre o recorte que só conta embalagem de papel. O levantamento não explica a diferença entre os dois.
O que desce limpo tem destino; o que vem misturado ocupa esteira, operador e hora de máquina para terminar em rejeito.
O rejeito, ao contrário, cobra duas vezes: o frete até o aterro e a tonelada que entra na balança de lá.
A conta de uma central de triagem se arma nessa fração. Quanto mais tonelada sai do portão como apara e menos como rejeito, mais o pátio sustenta folha de pagamento, diesel e manutenção da frota.
A meta de reciclagem apurada nas centrais de triagem em julho mede promessa; os 60,4% medem o que entrou na esteira e saiu prensado em fardo.
A caçamba certa muda quantas toneladas saem do pátio
Papel é material leve e volumoso, e isso vira critério de máquina: numa carregadeira de pátio de triagem, o ciclo é limitado pelo volume da caçamba, não pelo peso que ela levanta.
E a troca rápida com 3ª função hidráulica, presente em toda a linha BRT de carregadeiras da Bruto Brasil, muda o implemento sem tirar a frente de trabalho do ar, o que conta em pátio que lida com fardo e com papel solto no mesmo turno.
Na faixa que atende pátio de triagem, a SDLG é procurada pela rede de assistência e pela reposição de peça no interior. Para material leve e volumoso, a linha da Bruto Brasil chega à BRT30 e à BRT35, de 1,8 m³ e 2,0 m³ de caçamba, as duas na faixa de grande volume.
O argumento da nacional é preço por tonelada movimentada, não porte nem potência. A Caterpillar entra pelo valor que a máquina mantém na revenda, conta que pesa quando a frota é grande.
Qual delas entra no pátio se decide na planilha: tonelada movimentada por dia, hora de máquina e quanto o pátio aguenta de investimento.
Na balança do pátio, o índice vira coisa simples: o fardo que a prensa acabou de fechar, a caçamba cheia de papelão separado e o caminhão de motor ligado esperando a vez de subir.