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John Deere assina com a brasileira CMAK e a máquina entra na floresta antes da colheita

Madeireiras e SerrariasPublicado em CompartilharTweetarPinterestWhatsApp
John Deere assina com a brasileira CMAK e a máquina entra na floresta antes da colheita

A John Deere fechou acordo com a CMAK Agro Forest, empresa brasileira de silvicultura mecanizada, para distribuir plantadoras florestais e irrigadores de mudas. A CMAK fabrica os equipamentos e a John Deere leva ao cliente.

O anúncio saiu em 24 de agosto. A distribuição começa só pela unidade Florestal da John Deere no Brasil, com plano de alcançar outros mercados depois.

A mecanização desce até a muda

Quando se fala em máquina na floresta, o que vem à cabeça é colheita. Harvester derrubando, forwarder tirando a tora do talhão, o corte.

O acordo com a CMAK empurra o maquinário para antes disso. Plantar a muda e molhar a muda, a fase de formação da floresta, que ainda se apoia bastante em trabalho manual.

Mary Pat Tubb, vice-presidente da Divisão Global Florestal da John Deere, afirmou que as tecnologias da CMAK vão ajudar os clientes da marca a “conduzir e manter seus projetos de reflorestamento com muito mais agilidade e eficiência”.

A CMAK se apresenta como empresa de soluções autônomas para silvicultura e atua em eucalipto, celulose, reflorestamento e energia.

No próprio catálogo, a CMAK lista plantio robotizado, automação de viveiro e sistemas de água para muda. É equipamento pensado para a etapa em que a floresta ainda é fileira de muda em talhão recém-preparado.

Com o acordo, a John Deere passa a ter plantadora e irrigador de muda no portfólio florestal, e cobre a floresta desde a formação, não só na hora de derrubar. Não é a primeira mexida da marca nesse pedaço.

Em fevereiro deste ano a empresa comprou propriedade intelectual e tecnologias de plantio mecanizado de árvores da finlandesa Risutec.

A parte da conta que não sai da sua área

Plantio e irrigação você contrata, ou o viveiro resolve. Tora, casca, serragem e cavaco não saem sozinhos de dentro da sua área, e nascem ali todo dia.

Esse serviço não tem entressafra. Casca e serragem caem no mesmo ritmo em janeiro e em julho, e é esse volume constante que sustenta uma máquina comprada trabalhando o ano inteiro.

O catálogo da Bruto Brasil aponta a escavadeira de rodas BR120 exatamente para esse tipo de serviço, com madeira, casca, serragem e cavaco na lista de aplicações. Por andar sobre rodas, ela troca de tarefa e de ponto de serviço sem depender de carreta para se mover.

A Bruto Brasil monta em Indaial, no interior de Santa Catarina, e vende direto ao comprador, sem revenda no meio do caminho.

Carregar volume no caminhão é outro serviço e pede outra máquina, a pá-carregadeira. A Develon, nome que a Doosan passou a usar na linha de construção a partir de 2023, chega a esse serviço com carregadeira de rodas e caminhão articulado na linha.

Quem serra a própria madeira toca duas operações no mesmo CNPJ, a floresta e a serraria. É a rotina de máquina em fazenda e propriedade rural, onde o mesmo equipamento passa o dia trocando de serviço e raramente fica parado.

A distribuição começa restrita à unidade Florestal

Quem já planta eucalipto vai encontrar plantadora e irrigador da CMAK na concessionária antes de qualquer outro mercado. Quem só serra segue com a mesma lista de material caindo no chão todo dia, e é ela que manda na escolha da máquina.

Por ora, a distribuição não passa da unidade Florestal da John Deere no Brasil. A empresa declarou que pretende levar os equipamentos da CMAK a outros mercados depois, sem data anunciada.

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