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Scania põe R$ 78,4 milhões em Vinhedo e passa a repor peça em 24 horas, contra 3 a 6 dias do mercado

Indústria e DistribuiçãoPublicado em CompartilharTweetarPinterestWhatsApp
Scania põe R$ 78,4 milhões em Vinhedo e passa a repor peça em 24 horas, contra 3 a 6 dias do mercado

A Scania concluiu em Vinhedo, no interior de São Paulo, uma ampliação de R$ 78,4 milhões no centro de distribuição de peças e passou a repor o estoque das concessionárias em até 24 horas. O prazo de entrega médio do mercado, segundo a própria montadora, fica entre três e seis dias.

A área de armazenagem cresceu 62%, de 15 mil para 24,4 mil metros quadrados. A obra começou em 2023, quando o valor anunciado era de R$ 65 milhões, e a ampliação reforçou o posto de segunda maior operação de peças da Scania no mundo.

O que muda quando o estoque engorda

São mais de 40 mil itens em prateleira para uma frota circulante de cerca de 200 mil veículos em cinco países: Brasil, Chile, Colômbia, Peru e Argentina. De lá saem mais de mil toneladas de peças por mês, 560 para o mercado brasileiro e 440 para exportação.

Mais de 200 pontos de serviço no Brasil são abastecidos a partir de Vinhedo. A Scania quer subir a disponibilidade imediata de peças para a rede de 95,5% para 96,5%.

Do que passa por Vinhedo, 60% vem de importação, 25% de fornecedores nacionais e 15% da fábrica da Scania em São Bernardo do Campo. São cerca de 200 fornecedores locais ligados ao centro.

Prateleira maior, mesma estrutura para mover o volume

Quem toca uma indústria ou um centro de distribuição sabe o roteiro de cor. O armazém ganha metro quadrado, o estoque engorda, e o volume continua sendo movimentado com o mesmo equipamento de cinco anos atrás.

Palete pesado, saco de 50 quilos, bobina, granel. O que entra pela área externa não some porque a prateleira ficou maior, só se acumula mais rápido.

Estoque maior significa mais entrada e mais saída no mesmo turno. Cada palete encostado na área externa é espaço de manobra que some e caminhão que espera a vez.

Aí a operação percebe que o ponto apertado saiu de dentro do galpão e foi para fora. É a mesma conta que aparece nas operações de logística e armazenagem que crescem sem revisar quem move o volume no recebimento.

Na hora do pico, máquina de terceiro não aparece

Quando o embarque aperta, todo mundo procura equipamento no mesmo dia e na mesma região. Quem tem a carregadeira compacta à disposição no próprio pátio não depende da agenda de ninguém.

Máquina própria é disponibilidade garantida: entra no turno das 6, roda o mês inteiro e dilui o custo por hora no volume que carrega. Vira bem da empresa, não linha de despesa que se repete todo mês.

Fábrica no Brasil e preço de entrada

A Komatsu produz desde 1975 em Suzano (SP), num terreno de 634 mil metros quadrados, a primeira planta que a japonesa levantou fora do Japão. De lá saem carregadeiras de rodas, escavadeiras hidráulicas e motoniveladoras, com o monitoramento remoto Komtrax de fábrica.

Já a XCMG fabrica em Pouso Alegre (MG) desde 2014, primeira unidade da chinesa fora da China, com capacidade projetada de 3.500 máquinas por ano. A planta já passou de 30 mil máquinas montadas no Brasil, de carregadeira a guindaste e motoniveladora.

A Bruto Brasil ataca o preço de entrada com a linha Low Cost, feita para quem compra o primeiro equipamento. A LC15 carrega 1.500 kg com caçamba de 0,5 m³, porte compacto que passa em corredor de galpão e em área externa apertada.

Qual das três fecha melhor depende da conta de cada operação: tonelada movimentada por dia, altura de descarga necessária e o quanto o recebimento aguenta esperar.

O relógio que a rede passa a cobrar

O ganho da ampliação aparece num número de operação: reposição automática do estoque das concessionárias em até 24 horas, com envio imediato da peça urgente que estiver disponível. É o que a Scania põe contra os três a seis dias de média do setor.

Peça que chega em 24 horas tira o caminhão da oficina no dia seguinte. A três ou seis dias, o frete fica parado no pátio esperando a caixa chegar.

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