A fabricação de produtos de madeira subiu 11,3% em agosto e foi a maior alta entre as atividades pesquisadas pelo IBGE. Foi num mês em que a indústria geral andou para trás, com queda de 1,2%.
No pátio da serraria, isso apareceu como mais tora entrando na linha de corte em agosto. É o melhor resultado anual do grupo em trinta meses.
O patamar de dois anos atrás, porém, continua fora de alcance. O índice de produção do grupo fechou agosto em 100,74 pontos, contra 110,77 em agosto de 2024, cerca de 9% de distância.
O IBGE divulgou a Pesquisa Industrial Mensal de agosto na sexta-feira, 2 de outubro. No ranking de altas anuais por atividade, a fabricação de produtos de madeira ficou no topo.
A alta sai de uma base derrubada
Agosto de 2025 tinha sido um desastre para a atividade: queda de 18,3% na mesma comparação anual. É sobre esse piso rebaixado que o salto de agora foi medido.
Os outros recortes de agosto seguem no vermelho. Frente a julho, com ajuste sazonal, a produção de madeira caiu 0,4%; no acumulado do ano, recuou 1,3%; em doze meses, 4,1%.
A série de 2026 dá o tamanho do movimento. Janeiro a maio só deram sinal negativo, junho subiu 2,3%, julho ficou de lado com queda de 0,3% e agosto saltou para 11,3%.
É a melhor leitura anual do grupo desde fevereiro de 2024, quando a alta bateu 18,5%. Trinta meses sem um número desse tamanho.
A pesquisa publica o número e para aí. O IBGE não aponta causa setorial para o salto de agosto, e a comparação anual carrega o estrago de 2025 dentro dela.
Madeira na frente, celulose atrás
Fabricação de produtos de madeira: alta de 11,3% em agosto de 2026 sobre agosto de 2025, a maior entre as atividades pesquisadas.
Indústria geral: queda de 1,2% na mesma comparação, com as indústrias de transformação em 1,8% de recuo.
Acumulado em doze meses da madeira: queda de 4,1%.
Nível de produção: 100,74 pontos em agosto de 2026, cerca de 9% abaixo dos 110,77 de agosto de 2024.
No pátio, o giro voltou menor
Na serraria, um número desses aparece na balança antes de aparecer em relatório. Volume empilhado no pátio e caminhão saindo carregado contam a história antes da planilha.
O pátio gira de novo, mas com lote armazenado menor do que havia dois anos atrás.
A diferença entre 2024 e agora é de ritmo. Menos tora na fila do desdobro é menos carga fechando no fim do mês.
O recorte do IBGE também não é de madeira serrada isolada. Os dados da Pesquisa Industrial Mensal tratam do grupo inteiro: desdobramento, laminado, compensado, chapa e artefato de madeira.
E o movimento não pega o conjunto da floresta. Celulose, papel e produtos de papel, atividade apurada em separado, caiu 1,4% em agosto.
Depois da madeira, as maiores altas vieram de máquinas e materiais elétricos, com 9,1%, veículos, com 6,6%, e manutenção e reparação de máquinas, com 5,6%. Bebidas subiram 4,4% e metalurgia, 3,7%.
Preço e margem ficam fora da pesquisa, que acompanha volume produzido. O que mexe no caixa de serrarias e madeireiras é outro conjunto de números.
Em doze meses, a atividade ainda acumula queda de 4,1%. É esse número que descreve o tamanho do pátio da madeira hoje.