Oito meses de 2026 já pesam mais que os doze meses inteiros de 2025 na movimentação de veículos do Porto de Paranaguá. Entre janeiro e agosto deste ano foram movimentados, entre importação e exportação, 107,1 mil veículos, segundo a Portos do Paraná.
No mesmo período de 2025, as operações totalizaram 67,8 mil veículos movimentados, crescimento de 58%. O ano cheio de 2025 parou em 106,7 mil veículos embarcados e desembarcados, ou seja, menos do que já passou pelo cais até agosto deste ano.
Entrou e saiu mais veículo em oito meses do que nos doze anteriores, e a área destinada ao pátio de veículos é de 200 mil metros quadrados. É aí que o volume sai da planilha de estatística e vira problema de espaço no pátio.
Carro importado puxa a alta de 382% em Paranaguá
O empurrão vem da entrada. Nos oito primeiros meses deste ano, o volume de importações de veículos em Paranaguá aumentou 382%, e esse percentual é só da importação, não do total movimentado.
Quatro montadoras novas escolheram o porto paranaense: Jaecoo, Omoda, GWM e Jetour. Cada marca que estreia chega com sua própria janela de navio, e todas disputam o mesmo pátio de sempre.
Os dados da Portos do Paraná foram publicados em 18 de setembro. Operação de terminal, retroárea e pátio aparecem com frequência nas notícias de logística.
Os números do pátio
67,8 mil veículos movimentados no mesmo período de 2025, alta de 58% na comparação.
2,3 mil caminhões-cegonha entrando pelo gate a cada mês, em média.
Mais de 270 carros por hora retirados de dentro dos navios Ro-Ro, em média.
Quatro montadoras estreando no porto: Jaecoo, Omoda, GWM e Jetour.
Gate, cegonha e 270 carros por hora saindo do Ro-Ro
O aperto aparece no chão. Somadas, as áreas possuem 200 mil metros quadrados, com capacidade estática para 10 mil veículos, segundo a Portos do Paraná.
Pelo gate entram cerca de 2,3 mil caminhões-cegonha por mês. E dentro dos navios Ro-Ro os profissionais chegam a retirar, em média, mais de 270 carros por hora.
Descarga nesse compasso só se sustenta se a retroárea escoar junto, com romaneio conferido e cegonha carregada para liberar vaga. Quando o pátio lota, a fila deixa de ser de caminhão e passa a ser de navio esperando janela.
Na mesma área também corre a exportação, que entra no total de 107,1 mil veículos. Lote parado esperando navio de saída ocupa vaga igual ao que acabou de desembarcar.
O gate é o funil da operação. Cegonha que chega fora da hora marcada trava o acesso, e cada carro importado que desce a rampa precisa de uma vaga já vazia.
Com 58% mais veículos que no mesmo período de 2025 e 200 mil metros quadrados de pátio, a capacidade estática de 10 mil veículos passou a ser o limite que organiza o giro. Cada dia a mais que um lote fica estacionado é vaga que o próximo navio não encontra.