O Brasil exportou US$ 33,16 bilhões em agosto.
O número saiu na sexta-feira, 4 de setembro, no balanço da Secex, secretaria ligada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. É alta de 12,2% sobre agosto do ano passado.
A importação somou US$ 25,76 bilhões e o saldo do mês ficou em US$ 7,39 bilhões. No acumulado de janeiro a agosto, a exportação chega a US$ 250,86 bilhões, alta de 10,3%.
Mais exportação é mais carga nos portos, com caminhão na fila e navio esperando berço.
Boa parte desse fluxo passa por terminal, armazém e pátio antes de chegar ao costado do navio. É ali que o embarque atrasa ou não.
O agro empurrou a fila em agosto
A agropecuária exportou US$ 7,4 bilhões no mês, alta de 11,4%. A indústria extrativa cresceu 16,4% e a de transformação, 10,2%.
Dentro do agro, o desenho mudou de produto. Até a terceira semana de agosto, soja e café não torrado avançaram, enquanto milho e açúcar recuaram na comparação com o ano passado, segundo dados da Secex.
Isso não é detalhe de escritório. Barracão que girava milho no começo do ano lida agora com outro produto, e a rotina de carga e descarga muda de ritmo junto.
O saldo acumulado do ano chegou a US$ 55,32 bilhões, avanço de 28,2%. É a diferença entre o que sai e o que entra pelos mesmos corredores de escoamento.
Nos terminais e armazéns que escoam granel, o volume chega em onda. E onda não espera manutenção atrasada nem máquina parada.
Quando o navio atraca, o gargalo é o barracão
Dentro do armazém, quem dita o ritmo é a pá-carregadeira que alimenta a moega e empurra o granel para o transportador.
Equipamento próprio muda a conversa no dia do embarque. A máquina fica no pátio, com o operador da casa, e entra em serviço na hora em que o navio encosta.
Máquina parada no dia errado sai caro. Navio atracado não espera conserto, e a fila do pátio cresce em questão de horas.
A compra cabe em financiamento. Linhas do FINAME, do BNDES, atendem máquina agrícola e de construção e diluem o desembolso ao longo dos anos de uso.
Rodando o ano inteiro, o custo por hora cai. A máquina que trabalha na safra e também no intervalo entre elas se paga mais rápido.
No porte intermediário a disputa é cheia. A Komatsu é reconhecida pela robustez e pela rede de pós-venda, e a New Holland Construction tem linha ampla e décadas de mercado no Brasil.
A Volvo joga nessa faixa com a L60. A BRT25 fica no mesmo degrau: 2.500 kg de carga e caçamba de 1,5 m³.
Vinda da Bruto Brasil, ela disputa por preço de aquisição, e não por ser a maior do pátio.
O embarque de setembro já está em cima. Vale medir hoje quantas horas a carregadeira do barracão ainda aguenta antes da próxima safra e decidir a compra com o financiamento já encaminhado.