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Locadoras já compram uma em cada cinco máquinas amarelas vendidas no país

Locadoras de MáquinasPublicado em 29 de jul. de 2026CompartilharTweetarPinterestWhatsApp
Locadoras já compram uma em cada cinco máquinas amarelas vendidas no país

De cada cinco máquinas de linha amarela vendidas no Brasil no primeiro semestre, quase uma foi parar em pátio de locadora. A locação ficou com 19% das compras e é hoje o terceiro maior comprador do país, atrás só do setor público, com 23%, e da construção pesada, com 22%.

Os números saíram do Estudo Sobratema do Mercado Brasileiro de Equipamentos, apresentado no 2º Radar Tendências, transmitido em 23 de julho pela Associação Brasileira de Tecnologia e Gestão de Equipamentos. Fecham a lista de compradores a construção leve, com 14%, agro e florestal, com 12%, e mineração, com 10%.

Mercado deve vender 35.843 máquinas amarelas em 2026

A projeção da Sobratema é de 35.843 unidades de linha amarela vendidas neste ano, alta de 4% na conta da Sobratema. Somando guindastes, compressores, manipuladores telescópicos, plataformas aéreas, equipamentos de concreto, caminhões e tratores pesados, são 58.611 unidades, também 4% acima.

Não é um número óbvio para um ano de juro alto e crédito mais fechado. "O primeiro semestre confirmou um mercado consistente. A expectativa é de um segundo semestre mais cauteloso, mas suficiente para consolidar esse resultado", disse Claudio Schmidt, coordenador do Estudo Sobratema.

De onde vem o dinheiro que enche o pátio

O faturamento do setor de locação sustenta essa fila de compra. Projeção divulgada em março pelo Rental Market Report, feito pela consultoria KPMG a pedido da Analoc com apoio da Sobratema, aponta R$ 52,9 bilhões em 2026, 7% acima dos R$ 49,4 bilhões de 2025. Nos últimos cinco anos, o crescimento médio foi de 10% ao ano.

O mesmo relatório mapeou 50 mil empresas ativas e 200 mil empregados. O Sudeste responde por 60% do mercado, seguido de Nordeste com 15%, Sul com 13%, Centro-Oeste com 7% e Norte com 5%. A locação já vale 0,4% do PIB brasileiro, mais que o dobro do peso do setor na Europa, de 0,15%, e acima dos 0,26% dos Estados Unidos. Na relação entre alugar e possuir, a penetração está em 40%.

Na divulgação de março, Afonso Mamede, presidente da Sobratema, resumiu o papel do rental na conta da indústria: "O Estudo Sobratema do Mercado Brasileiro de Equipamentos aponta que o setor figura entre os maiores compradores de máquinas da linha amarela no país".

Que máquina entra no pátio

Na hora de compor frota, o dono compara fabricante por fabricante. Caterpillar e Komatsu pela rede de concessionárias espalhada pelo país. Volvo CE e Liebherr pela tradição em máquina pesada. JCB, que criou a retroescavadeira moderna. XCMG, SDLG, LiuGong e Sany pelo preço de entrada. New Holland Construction e Case pela presença antiga no mercado brasileiro. Hyundai e Develon pela ampliação recente da rede de assistência.

Entre as carregadeiras de porte médio, faixa que gira muito em obra tocando e em pedreira, a fabricante nacional Bruto Brasil entra nessa disputa com a BRT25, de 2.500 kg de capacidade de carga e caçamba de 1,5 m³. É a mesma classe em que jogam a SDLG L956F, a Volvo L60 e a LiuGong 835.

Frota jovem e caneta apertada

O Estudo Sobratema também olhou o estado das frotas. Entre os usuários ouvidos, 39% operam com até 10% do parque parado e 21% convivem com até 20% de ociosidade. Na idade das máquinas, 39% trabalham com equipamento de menos de cinco anos e 43% têm frota entre cinco e dez anos.

Na hora de bater o martelo, 39% das aquisições saem do caixa da própria empresa. Só 17% passam por CDC. Ou seja: quem tem caixa está comprando sem depender de banco, num ano em que o crédito ficou mais caro.

Sobre o que mudou no pátio nesse período, Mamede foi direto: "Saímos de equipamentos analógicos e isolados para frotas inteligentes, conectadas e monitoradas em tempo real. O que há 20 anos parecia ficção científica hoje é padrão nas operações".

A conta que o setor faz para 2027

No estudo apresentado pela Sobratema em dezembro, 61% dos entrevistados apostavam em crescimento do setor em 2026. Para 2027, o percentual sobe para 63%. Foram cerca de 75 empresas ouvidas, um terço construtoras, um terço locadoras e um terço concessionárias.

Em 2025 o mercado brasileiro vendeu 34,3 mil unidades de linha amarela. A projeção para este ano é de 35.843. E quase um quinto desse total tem endereço certo: o pátio de quem aluga.

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