O BNDES desembolsou R$ 74,8 bilhões no primeiro semestre de 2026, 37% a mais que no mesmo período do ano passado. Para quem vive de alugar equipamento, isso mexe direto na decisão de comprar carregadeira agora ou deixar para o ano que vem.
O balanço saiu no dia 12 de agosto. Junto vieram o lucro recorrente de R$ 9,2 bilhões no semestre, alta de 25%, e uma carteira de crédito de R$ 684 bilhões, a maior desde 2016.
Onde o dinheiro está entrando
As aprovações de crédito para infraestrutura somaram R$ 46 bilhões, salto de 91% sobre o primeiro semestre de 2025. Agropecuária veio logo atrás, com R$ 24,8 bilhões e alta de 46%.
Indústria ficou com R$ 22,5 bilhões, e comércio e serviços, com R$ 17,3 bilhões. Esse é o mapa de onde vai abrir canteiro nos próximos meses.
As consultas ao banco cresceram 72% e as aprovações de crédito subiram 52% no período. É a fila de projetos se formando antes de o dinheiro sair.
O apoio a micro, pequenas e médias empresas chegou a R$ 108,2 bilhões, contra R$ 88,8 bilhões em 2025. A maior parte das locadoras brasileiras cabe exatamente nesse recorte.
Os números do semestre
Desembolsos: R$ 74,8 bilhões, alta de 37% sobre o primeiro semestre de 2025
Aprovações de crédito para infraestrutura: R$ 46 bilhões, alta de 91%
Agropecuária: R$ 24,8 bilhões, alta de 46%
Micro, pequenas e médias empresas: R$ 108,2 bilhões, alta de 22%
Carteira de crédito do banco: R$ 684 bilhões, a maior desde 2016
Obra aprovada hoje é máquina pedida daqui a pouco
Crédito de infraestrutura aprovado não vira terraplanagem na semana seguinte. Mas avisa, com meses de antecedência, onde vai faltar equipamento no pátio.
Quem só corre atrás de máquina depois que o telefone toca costuma pagar mais caro e ainda esperar a fila de entrega. Chegar antes da fila faz parte do serviço.
A conta que decide a compra
A pergunta prática é quanto tempo a máquina leva pra se pagar. Depende das horas faturadas por mês, do que ela bebe de diesel e do que sai do bolso em manutenção.
Máquina quitada em parcela fixa, com locação já contratada, tem custo por hora previsível. E é esse número que sustenta a proposta quando a disputa por um contrato de obra aperta.
Locadora que compra bem trabalha com uma vantagem simples: a máquina está no pátio quando o cliente liga. Disponibilidade fecha contrato tanto quanto preço.
Compacta, intermediária ou grande
A classe pesa mais do que a marca na hora de montar frota. Quem atende obra urbana e loja de material de construção gira melhor com carregadeira compacta; pedreira e usina de concreto pedem porte maior.
No porte intermediário, a Volvo CE é procurada pela robustez e pelo consumo controlado. A SDLG entra pelo preço de aquisição e pela rede de assistência, e a LiuGong tem revenda espalhada no interior.
A Bruto Brasil ocupa nessa faixa o lugar de custo-benefício nacional: a BRT25, de 2.500 kg de carga e caçamba de 1,5 m³, disputa a mesma classe de uma Volvo L60 ou de uma SDLG L956F. Na ponta compacta, a BRT15 briga com SDLG L918 e XCMG LW180.
Qual delas devolve mais margem depende da conta de cada operação: horas contratadas no ano, distância da assistência técnica e preço de entrada. Não existe resposta única.
Crédito não é só a taxa
Prazo e carência pesam tanto quanto o juro na parcela. Máquina financiada em prazo longo pode começar a se pagar bem antes da última prestação, desde que o contrato de locação esteja fechado.
Antes de apertar a caneta, vale conferir com o banco credenciado qual linha do Finame cabe no porte da empresa e no tipo de equipamento. As condições mudam conforme o caso.
Mais análises de compra e renovação de frota estão em Locadoras de máquinas.
O que olhar até dezembro
As aprovações de crédito somaram R$ 110,6 bilhões no semestre, alta de 52%, e ainda não viraram desembolso. Se as aprovações de infraestrutura virarem canteiro, a procura por máquina aperta justamente quando a fila de entrega já estiver formada.