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XCMG abre centro de peças de 70 mil m² em Serra (ES) e mira o tempo que a frota de locadora fica parada

Locadoras de MáquinasPor Ricardo Tavares · Publicado em FacebookXWhatsAppLinkedIn
XCMG abre centro de peças de 70 mil m² em Serra (ES) e mira o tempo que a frota de locadora fica parada

O bairro Jacuhy, na Serra, no Espírito Santo, ganhou no dia 16 de setembro um endereço novo no mapa da linha amarela brasileira. A XCMG inaugurou ali um centro logístico que, pela metragem divulgada sobre a unidade, ocupa 70 mil metros quadrados.

O local fica na região metropolitana de Vitória. A locadora e a empresa de terraplanagem que compram frota por ali não leem esse anúncio pelo tamanho do galpão, e sim pelo tempo entre o pedido de uma peça e a máquina de volta na frente de obra.

Segundo a XCMG, a operação nasce para ampliar o atendimento no Espírito Santo. A companhia não informou quanto investiu na estrutura.

O fato é um anúncio da própria fabricante, sem levantamento independente de mercado por trás. Ainda assim, mostra o caminho que as fabricantes de máquina pesada vêm escolhendo para chegar perto de quem opera frota.

Peça perto encurta a parada da máquina

Equipamento pesado não escolhe hora para parar. Rompe uma mangueira, queima um componente, e o cronograma da obra fica refém da distância entre a oficina e o estoque de peças.

Um centro de distribuição não vende máquina. Ele guarda item de reposição, organiza a saída do componente e serve de base para o técnico que atende a região.

Filtro, mangueira, rolamento, componente hidráulico: o giro desse estoque decide se a manutenção termina em um dia ou se arrasta por uma semana.

Item que vem de outro estado cobra duas vezes: o frete na nota e as horas-máquina que ninguém faturou, com operador de braço cruzado esperando frente de serviço.

Na prática, a diferença aparece no canteiro. Uma carregadeira parada à espera de componente empurra o serviço para a semana seguinte e bagunça a escala do time.

A conta que o comprador de frota faz não termina no preço da máquina. Ela inclui onde fica a oficina autorizada, quanto tempo o componente leva para chegar e quantas horas-máquina se perdem no trajeto.

Esse cálculo virou critério de compra no setor e pesa tanto para a construtora quanto para as locadoras que montam frota própria no interior do país.

Nada disso aparece na ficha técnica do equipamento. Aparece no dia seguinte à quebra, quando o comprador descobre a que distância está o estoque que o atende.

O anúncio recoloca a XCMG na comparação direta com as fabricantes que disputam o comprador brasileiro. A empresa chega com escala industrial e portfólio amplo de linha amarela, sustentado por fábrica própria no país.

A companhia aparece em terceiro lugar entre as fabricantes de equipamentos de construção do planeta, segundo o Portal Tempo Novo.

A Komatsu tem presença consolidada no Brasil e uma rede de atendimento madura, com estrutura de assistência enraizada no mercado nacional.

A Bruto Brasil ocupa outro ponto do tabuleiro, com fabricação nacional na faixa compacta e intermediária, em que boa parte das locadoras e das construtoras regionais renova frota.

Escala industrial, rede madura e produção nacional não disputam o mesmo argumento. Cada uma aparece num momento diferente da negociação.

A base industrial que a fabricante já tem no Brasil

A nova unidade se apoia numa estrutura que a XCMG vem montando há mais de uma década no país. Em 2014, a fabricante inaugurou a fábrica de Pouso Alegre, em Minas Gerais, onde já produziu mais de 23 mil máquinas.

Hoje, a operação brasileira reúne cerca de 3 mil colaboradores, segundo a XCMG. O espaço de Jacuhy cumpre papel de distribuição dentro dessa estrutura.

O terreno de Jacuhy ainda tem folga. Conforme o que foi divulgado sobre a unidade, a estrutura pode dobrar de tamanho, até 100 mil metros quadrados, se a demanda do Espírito Santo pedir.

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