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Cinco itens do canteiro ficaram mais baratos e o custo da obra em setembro freou para 0,25%

Construção CivilPor Ricardo Tavares · Publicado em FacebookXWhatsAppLinkedIn
Cinco itens do canteiro ficaram mais baratos e o custo da obra em setembro freou para 0,25%

Para o empresário que tem obra em andamento, o reajuste de insumo pesou menos em setembro do que em agosto. O custo da obra em setembro subiu 0,25%, contra 0,85% em agosto, no INCC-M apurado pela FGV.

Subiu menos, e isso não é o mesmo que ter caído: o que desacelerou foi o ritmo da alta. Em 12 meses o índice nacional está em 6,61%, contra 7,07% no mesmo acumulado de setembro do ano passado.

Os dois grupos do índice desaceleraram. Materiais, Equipamentos e Serviços marcou 0,17% em setembro, depois de 0,33% em agosto, e Mão de Obra caiu de 1,56% para 0,37%.

Dentro do grupo de materiais, o subgrupo Serviços saiu de 0,33% para 0,15%.

A desaceleração em quatro linhas

Quatro linhas do mesmo levantamento dão o tamanho do que mudou entre um mês e outro.

  • INCC-M de setembro: 0,25%, contra 0,85% em agosto

  • Acumulado de 12 meses: 6,61% — em setembro de 2025, eram 7,07%

  • Materiais, Equipamentos e Serviços: 0,17% no mês, após 0,33%

  • Mão de Obra: 0,37% no mês, após 1,56%

Repare na diferença de janela: o mês mede setembro sozinho, e o acumulado de 12 meses carrega os reajustes de outubro de 2025 para cá. Por isso 0,25% no mês convive com 6,61% em um ano.

Este é o INCC-M, o índice fechado do mês, com coleta própria. Não é o INCC que entra no IGP-10, que tem outro período de apuração e devolve outro número.

Em São Paulo o retrato é mais pesado. O ICC paulista subiu 0,33% em setembro, acumula 6,51% no ano e 7,48% em 12 meses, e esse recorte é de São Paulo, não do Brasil.

Condutor elétrico subiu 2,34%, barracão de obra caiu 1,07%

No detalhamento do INCC-M divulgado pela FGV, a maior alta de setembro foi dos condutores elétricos, com 2,34%. No outro extremo, barracão de obra e contêiner recuaram 1,07%, a maior queda entre os itens que o levantamento destaca.

Também ficaram mais baratos os tubos e conexões de PVC, com 0,48% de queda, e as mangueiras e caixa para mangueiras, no mesmo 0,48%. Placas cerâmicas para revestimento recuaram 0,32%, e vergalhões e arames de aço, 0,27%.

O levantamento traz a variação de cada item sem apontar causa, e a FGV não explica por que o vergalhão cedeu nem por que o condutor disparou. Fica o número, que já serve pra reprogramar a compra da semana.

A mão de obra ainda corre na frente do material

A folha do canteiro desacelerou bem mais que o material, só que continua acima dele: Mão de Obra fez 0,37% em setembro, depois de 1,56% em agosto. O grupo de materiais, equipamentos e serviços ficou em 0,17%, menos da metade disso.

No mesmo levantamento da FGV, pedreiro, engenheiro e carpinteiro tiveram reajuste de 0,44% em setembro, e o eletricista, 0,43%. São altas miúdas ao lado do que agosto cobrou, e ainda assim maiores que os 0,17% do material.

Volvo CE, SDLG e Bruto Brasil: onde cada uma ganha

Com o insumo rodando em 0,17%, o que decide o custo do metro quadrado volta pro lado de dentro do canteiro: hora de máquina, combustível e retrabalho. E aí a escolha da carregadeira pesa mais do que a cotação do vergalhão.

A Volvo CE tem a seu favor a robustez e o consumo em operação contínua, o que ajuda em obra rodando dois turnos. A SDLG trabalha preço de entrada mais baixo e assistência próxima, caminho comum na primeira máquina da empresa.

A Bruto Brasil se coloca no custo-benefício nacional. A BRT20, da faixa intermediária, trabalha com caçamba de 1,0 m³ e levanta de 1.800 a 2.000 kg, na mesma classe de porte de uma Volvo L60.

Comprada, de qualquer uma das três, a carregadeira entra no patrimônio e espalha o custo por hora pelos anos de canteiro. Dá pra financiar e casar a parcela com o cronograma de uma obra longa, sem depender de remarcação de terceiro.

Entre a robustez da Volvo CE, o preço de entrada da SDLG e o custo-benefício da Bruto Brasil, decide o tipo de serviço que a máquina pega todo dia e quantas horas por mês ela roda. O mês a mês dos índices que mexem no orçamento fica na editoria de construção civil.

Nas duas pontas do mercado o mesmo 0,25% é lido de jeito diferente. A construtora que compra vergalhão e cerâmica por lote embolsa o recuo desses itens; a empreitada pequena, que pega material no balcão e paga eletricista por dia, segue olhando o condutor elétrico em 2,34%.

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