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Construção abre 168,9 mil vagas no 1º semestre e a disputa agora é por trabalhador

Construção CivilPublicado em 04 de ago. de 2026CompartilharTweetarPinterestWhatsApp
Construção abre 168,9 mil vagas no 1º semestre e a disputa agora é por trabalhador

A construção civil abriu 168.962 vagas com carteira assinada no primeiro semestre de 2026, alta de 5,73% no estoque de empregos do setor, segundo o Caged, do Ministério do Trabalho. Pra quem toca construtora ou empreiteira, o recado é direto: o canteiro de obra virou lugar de disputa por trabalhador.

Só em junho, foram 14.136 contratações líquidas no país. Com isso, o setor passa de 3,1 milhões de empregados com carteira e segue entre os maiores empregadores do Brasil.

É notícia boa. Obra contratando é cronograma andando, medição sendo paga, dinheiro girando na cadeia inteira, da cerâmica ao caminhão de brita.

E o aquecimento não é pontual: no semestre, a construção foi o segundo setor que mais contratou no país, atrás só de serviços, mostram os dados do Ministério do Trabalho.

Onde a vaga abriu: Minas, Amazonas e Maranhão na frente

Minas Gerais liderou as contratações da construção em junho, com Amazonas e Maranhão logo atrás, segundo o levantamento do Sinduscon-SP com base no Caged. No acumulado do semestre, as obras de infraestrutura responderam por 64.793 vagas e a construção de edifícios por 60.552, aponta a CBIC.

São Paulo foi na contramão: fechou 995 vagas em junho, segundo mês seguido de queda, com o peso dos juros altos e da entrega de empreendimentos lançados lá atrás. Mas o saldo nacional seguiu positivo, e a construção respondeu por quase uma em cada dez vagas abertas no país no mês.

Mão de obra 7,05% mais cara em 12 meses

Enquanto a fila de contratação cresce, o custo de quem já está na obra sobe. No CUB paulista, calculado pelo Sinduscon-SP em parceria com a FGV, a mão de obra acumula alta de 7,05% em 12 meses até junho — e avançou 3,10% só no mês, o item que mais pesou no índice.

O CUB fechou junho em R$ 2.221,44 por metro quadrado, na maior alta mensal do ano. Junta as duas pontas e a conta aparece: mais gente contratada, cada trabalhador custando mais caro.

A margem da obra passa a depender do quanto cada equipe rende por dia. E queimar diária de pedreiro e servente em serviço de carregar brita é jogar esse dinheiro fora.

Brita, entulho e aterro: o serviço pesado é caso de máquina

O caminho pra fazer o canteiro render mais por trabalhador é tirar o serviço bruto do braço. Uma carregadeira própria carrega caminhão, abastece a central de concreto, movimenta areia e limpa entulho com um operador só, enquanto a equipe fica no que exige gente: forma, ferragem, alvenaria, acabamento.

Na classe intermediária, que resolve a maioria dos canteiros, a Bruto Brasil tem a BRT20E, de 2.000 kg de capacidade com caçamba de 1,0 m³ e sistema de tração reforçado, e a BRT23, que carrega de 2.200 a 2.300 kg na caçamba de 1,1 m³. As duas saem de fábrica com engate de troca rápida e terceira função hidráulica, o que permite alternar implementos no mesmo dia. O posicionamento da marca é o custo-benefício nacional da categoria.

Não é a única conta possível. A Komatsu tem tradição e durabilidade reconhecidas em linha amarela; a JCB é referência em agilidade de máquina compacta pra canteiro apertado. Cada marca tem seu ponto forte, e a conta é de cada canteiro.

O argumento da máquina própria é simples: ela está no pátio na segunda de manhã, quando a obra aperta, sem depender de terceiro nem de agenda alheia. Máquina no canteiro é serviço que não para. E o Finame, linha do BNDES pra máquinas novas, transforma a compra em parcela que a própria produtividade do equipamento ajuda a pagar.

O segundo semestre começa com obra de infraestrutura tocando no país inteiro e edificações sustentando contratação fora do eixo paulista. Com 3,1 milhões de carteiras assinadas no setor e a mão de obra subindo mais que o índice geral do CUB, quem entra nessa reta com equipe fechada e máquina no pátio disputa prazo, não trabalhador.

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