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Terreno de 100,9 mil m² em Varginha: protocolo põe a terraplenagem do CD do Grupo Edmil com o município

Indústria e DistribuiçãoPor Ricardo Tavares · Publicado em FacebookXWhatsAppLinkedIn
Terreno de 100,9 mil m² em Varginha: protocolo põe a terraplenagem do CD do Grupo Edmil com o município

Um investimento inicial de R$ 54,4 milhões e um terreno industrial de cerca de 100,9 mil m²: é o que está no protocolo de intenções assinado em 6 de outubro de 2026 para um centro de distribuição em Varginha (MG). A terraplenagem e o nivelamento dessa área ficam com o município, não com o investidor.

O projeto prevê 30,8 mil m² de área construída, com prazo de 30 meses para a entrega da obra. A previsão global é de até R$ 80 milhões em dez anos, e inclui ampliações, automação logística e atualização tecnológica.

A Lojas Edmil tem 381 funcionários e se compromete a chegar a 500 diretos em dez anos, mais até 100 indiretos. O Diário do Comércio noticiou o mesmo projeto pelo total de 600 vagas, diretas e indiretas somadas.

Os dois veículos descrevem a obrigação da mesma forma: pela Rádio Itatiaia, o acordo estabelece que o município assumirá a terraplenagem e o nivelamento da área; pelo Diário do Comércio, o município fará esses serviços. O ato foi firmado na Câmara Municipal de Varginha, entre a Prefeitura e o Grupo Edmil, dono da rede Lojas Edmil.

No protocolo, a terraplenagem fica com o município e o galpão com o investidor

Pelo desenho do acordo, a Prefeitura de Varginha entrega o lote nivelado e o Grupo Edmil entra com o galpão. O que o município põe na mesa, nesse caso, é plataforma pronta.

Um terreno industrial de 100,9 mil m² para 30,8 mil m² construídos dá 30,5% de ocupação do lote, pela razão entre as duas áreas do projeto. Sobram cerca de 70 mil m² de área não edificada, cujo uso o protocolo divulgado não detalha.

Centro de distribuição chegando ao sul de Minas não é fato novo: a capacidade de armazenagem do centro de distribuição da Iveco em Pouso Alegre já mostrou o tamanho que esses galpões assumem na região.

O corte e o aterro saem do cronograma do investidor

Terraplenagem de plataforma de galpão termina no greide de projeto, depois de cortar o que sobra e aterrar o que falta. A tolerância é apertada e o retrabalho sai caro quando a cota vem errada.

Em Varginha, essa etapa fica com a Prefeitura. Onde não fica, a plataforma sai do bolso de quem investe, e a escolha passa a ser contratar hora-máquina pelos 30 meses de obra ou operar com equipamento próprio.

Plataforma industrial pede carregadeira em uso contínuo, e o serviço não termina na entrega do galpão. Pátio de manobra e acesso de carreta voltam a pedir nivelamento depois que o centro de distribuição começa a operar.

Comprar a carregadeira troca o aluguel por parcela de um bem que fica com a empresa. Numa obra de 30 meses, com serviço de terra do começo ao fim, essa troca se paga ao longo do próprio prazo.

Carregar caminhão no aterro sem rampa improvisada depende da altura em que a máquina despeja a carga. A BRT30 da Bruto Brasil, da linha de grande volume, descarrega a 4,10 m de altura, pelo catálogo da montadora.

Valor de revenda separa as marcas no fim do serviço

Máquina de terraplenagem sai da frota em algum momento, e o preço que ela faz no mercado de usados muda o custo real do serviço.

A Volvo CE tem demanda consolidada no mercado brasileiro de usados, com comprador que conhece a linha e aceita equipamento com horas de trabalho. A Case acumula décadas de presença no país, e isso espalha a procura por máquina usada por mais regiões — vender não depende de achar comprador num único polo.

A Bruto Brasil chega pelo outro lado: custo de aquisição mais baixo deixa menos dinheiro exposto à depreciação em reais, mesmo que o percentual de perda fique parecido. Qual delas vale mais depende de quanto tempo a máquina fica na frota antes de ir para o pátio de usados.

O passo seguinte está na Câmara Municipal de Varginha: o projeto de lei que doa a área ao Grupo Edmil foi protocolado e ainda depende de análise e votação dos vereadores. Até essa votação, o que existe é protocolo de intenções.

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