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Sobremáquinas

BNDES abre R$ 22,6 bilhões com linha para comprar máquina, mas só três grupos passam pela porta

Indústria e DistribuiçãoPor Ricardo Tavares · Publicado em FacebookXWhatsAppLinkedIn
BNDES abre R$ 22,6 bilhões com linha para comprar máquina, mas só três grupos passam pela porta

O empresário que engavetou a renovação de frota neste ano tem uma porta nova para bater. O BNDES abriu o protocolo da nova etapa do Brasil Soberano em 17 de setembro, R$ 22,6 bilhões no total, com uma linha carimbada para a aquisição de máquinas e equipamentos, o dinheiro de bens de capital.

Do total, R$ 13,5 bilhões vêm do Tesouro Nacional e R$ 9,1 bilhões saem do próprio banco.

As modalidades ofertadas são capital de giro, capital de giro para exportação, aquisição de máquinas e equipamentos e projetos de investimento.

Os valores e o desenho das linhas são do BNDES; os critérios de entrada e as listas de setores vêm de portaria interministerial do MDIC e do Ministério da Fazenda.

O Finame é a porta larga de sempre para a empresa que compra máquina nova. O Brasil Soberano é outra coisa: nasceu como socorro ao exportador atingido por tarifa e à indústria dos setores listados.

No campo, a demanda por máquina já está posta: o fim da colheita de algodão em Mato Grosso, com média estadual de 322,35 arrobas por hectare, pelo IMAmt, despejou volume nas fazendas.

O dinheiro está carimbado, mas a portaria só chama três grupos

A portaria separa os elegíveis em três grupos. No primeiro estão as exportadoras para os Estados Unidos e seus fornecedores atingidos pelo aumento de tarifas, desde que a receita de exportação represente no mínimo 1% do faturamento entre julho de 2024 e junho de 2025.

O segundo grupo é industrial: empresas de média, média-alta ou alta intensidade tecnológica em setores relevantes ao comércio exterior. Entre eles estão têxtil, químico, farmacêutico, automotivo, máquinas e equipamentos e minerais críticos.

O terceiro olha para o Golfo Pérsico e exige de exportadores e fornecedores receita bruta mínima de 1% no período de janeiro a dezembro de 2025.

Segundo o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, a nova fase quer apoiar empresas ainda atingidas pelo aumento de tarifas dos Estados Unidos e estimular a diversificação de mercados.

Mercadante também citou o reforço de cadeias estratégicas, entre elas fertilizantes e minerais críticos.

Os critérios publicados falam de exportação e de setores industriais listados, e "máquinas e equipamentos" está entre eles.

A porta do segundo grupo abre pelo setor em que a empresa é classificada. Fabricante de máquina está nesse setor; comprador de máquina está no setor dele.

Nenhum trecho aberto responde se a construtora que compra equipamento ou a locadora que renova frota cabe em algum dos três grupos.

A porta abriu; o que passa por ela ainda não está todo escrito

As condições finais de cada modalidade ainda não saíram em texto aberto.

O BNDES reabriu o protocolo para todas as modalidades em 18 de setembro, um dia depois.

Pelo grupo 1 e pelo grupo 3, a entrada exige o balanço de exportação na mão. Pelo grupo 2, ela depende do setor em que a empresa é classificada.

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