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Milho no cocho: terceiro mês seguido de alta, e a B3 já cobra R$ 75,9 na saca de novembro

Confinamentos e PecuáriaPor Ricardo Tavares · Publicado em FacebookXWhatsAppLinkedIn
Milho no cocho: terceiro mês seguido de alta, e a B3 já cobra R$ 75,9 na saca de novembro

O trato no cocho ficou mais caro de novo, e o confinamento sente isso na dieta antes de sentir na balança. O grão que vai para o milho no cocho tem referência no Indicador do Cepea, que fechou média parcial de R$ 70,1 por saca de 60 kg em setembro até o dia 22 — o terceiro mês consecutivo de alta.

Só que esse R$ 70,1 não é cotação de um dia. Os fechamentos de 21 a 25 de setembro ficaram todos abaixo de R$ 70, com R$ 69,65 no dia 25, sinal de que a alta do mês veio dos dias anteriores.

Na B3, a saca de novembro já sai mais cara que o físico

Na B3, o contrato futuro de novembro de 2026 está a R$ 75,9 por saca, mais de R$ 6,0 acima da referência no físico. O contrato para março de 2027 precifica alta de quase R$ 12,0 por saca.

A curva também segue descolada dos valores nominais praticados no mesmo período de 2024 e 2025. Na leitura do mercado futuro, grão para entregar mais adiante custa mais que a referência de hoje.

O comprador de grão também olha de onde vem a próxima carga, e é a safra que vai encher o silo mais adiante. Até lá, comprar bem depende de ter onde receber e onde guardar.

Confinamento com silo e balança aproveita janela boa e recebe carga a granel sem depender do dia. Sem essa estrutura, a compra acontece no aperto, pelo preço que o mercado estiver pedindo.

Grão caro empurra a dieta pro volumoso

Com o grão mais salgado, a dieta ganha volumoso e o silo de silagem vira o centro do trato do dia. Isso joga carga na carregadeira que abre o painel todas as manhãs, serviço que não espera hora boa.

O custo operacional para produzir a arroba no confinamento está em R$ 220 pelo ICBC, da USP, em Goiás. A diária média fechou em R$ 14,84 para os machos, segundo a Expedição PeseBem, também em Goiás.

Na frente agrícola, a New Holland cobre trator e linha de forragem, que é o que fecha o ciclo da silagem. A Valtra fabrica trator no Brasil e monta a máquina por pedido, o que ajuda a fazenda a pedir o equipamento do jeito do serviço.

A Bruto Brasil trabalha carregadeira nacional com troca rápida de implemento e terceira função hidráulica, acionadas por joystick. É o mesmo equipamento saindo do painel de silagem para carregar o vagão, sem trocar de máquina no meio do trato.

Com o futuro acima do físico, o dono faz a conta do trato e decide onde entra o dinheiro primeiro: grão comprado adiantado ou estrutura para receber e tratar esse grão. Finame e crédito de máquina continuam na mesa, e silo e carregadeira entram no patrimônio do confinamento.

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