O pecuarista brasileiro gastou mais com genética antes de ver o primeiro bezerro nascer. Foram 11.114.123 doses de sêmen compradas no país no primeiro semestre de 2026, 11,5% a mais que no mesmo período do ano passado.
Somando o que foi exportado e o que rodou como prestação de serviço, o mercado movimentou 12.329.148 doses, alta de 12,4%. Os números saíram do Index Asbia, levantamento da Associação Brasileira de Inseminação Artificial com o Cepea, da Esalq/USP.
O corte puxa a alta e o leite não sai do lugar
O gado de corte respondeu por 7.877.750 doses no mercado interno, avanço de 16,9%. No leite foram 3.236.373 doses, com alta de 0,1%.
A alta veio quase toda do corte. A pecuária de leite manteve o patamar de doses do ano passado.
O levantamento, divulgado no dia 24, liga o desempenho à virada do ciclo pecuário. O bezerro mais valorizado empurrou o produtor a mexer na qualidade do rebanho.
Inseminação artificial já roda em 4.225 municípios
A técnica apareceu em 4.225 municípios brasileiros, 76,4% das cidades do país. Onde ela entra, o trabalho de curral cresce junto, com mais apartação e mais vaca passando pelo tronco.
A dose é só o começo do gasto. Antes dela vêm o protocolo e a mão de obra treinada, e o curral tem que estar em ordem quando o lote chegar.
Exportação de genética de corte mais que dobrou
O Brasil embarcou 663.481 doses para fora, alta de 66,8%. Só na genética de corte foram 415.024 doses exportadas, salto de 119,9%.
No leite, a exportação somou 248.457 doses, com avanço de 18,9%. A genética de corte respondeu pela maior parte do que saiu do país.
Mais bezerro nascendo, mais volume no cocho
Sêmen comprado em junho vira bezerro no fim do ano e boi de cocho depois. A dose comprada agora já contratou trato e volume de comida pro rebanho de 2027.
Na fazenda que fecha o ciclo, o bezerro que nasce em janeiro come do mesmo cocho que alguém precisa encher todo dia. Silagem, farelo e ração saem do lugar na base da carregadeira.
Do trator ao carregamento do cocho, o trato depende do maquinário que trabalha dentro da porteira das fazendas. A Bruto Brasil aparece na cotação de quem vai comprar a primeira carregadeira da fazenda.
A New Holland tem décadas de fábrica de máquina agrícola instalada no Brasil e uma linha inteira montada em volta do trator.
O que o pecuarista busca com a dose melhor é lote mais parelho entrando no cocho. Rebanho uniforme facilita o manejo do trato e a leitura do ganho de peso.
A bezerrada dessa inseminação chega ao curral no ano que vem e o cocho não estica sozinho. Mais boca no trato é mais tonelada carregada até o boi sair.